Lateral do Paysandu revela proposta de clube da Série B e acredita no retorno do Parazão

Bruno Collaço está na segunda temporada vestindo a camisa do Papão

Fabio Will

Não ter bola rolando não quer dizer que a procura por atletas não esteja em pautas nos clubes. Em entrevista exclusiva ao OLiberal, o lateral esquerdo do Paysandu confirma que recebeu proposta da Série B e disse que o Parazão também é prioridade para o Papão na temporada e que está preocupado com o aumento de casos da Covid-19 no Estado do Pará.

O jogador de 30 anos e que está na segunda temporada vestindo a camisa do Papão, comentou sobre a paralisação do Campeonato Paraense e frisou a importância da atitude, mas frisou que o clube alviceleste perdeu bastante da intensidade imposta em campo e que o trabalho praticamente retornará do zero.

“Para nós foi muito prejudicial, até pela característica de intensidade e estávamos tendo e nos aproximando do nível do ano passado em termos de números. Em alguns momentos estávamos apresentando uma crescente e do nada parar os treinamentos e começar do zero, não é o que esperávamos”, disse.

O PARAZÃO

O Paysandu é o maior detentor de títulos do Campeonato Paraense com 47 conquistas, mas o clube bicolor não levanta a taça do Parazão desde 2017 e viu o maior rival, Clube do Remo, encostar no número de títulos com 46. Collaço sabe da pressão que é atuar no Paysandu e garante que os objetivos do Papão em 2020 passa também pelo estadual e que acredita na volta do Parazão.

“O Parazão é um dos nossos maiores objetivos esse ano, estamos focados em busca do título. Estamos atentos, ansiosos para que os jogos ocorram e que a nossa equipe concretize esse objetivo. Estamos no aguardo em alguma posição concreta e trabalhar em cima de um cenário definitivo”, comentou.

PROPOSTA DA SÉRIE B

Mesmo estando na Série C, a visibilidade do Paysandu acaba despertando interesses de clubes que estão em uma divisão superior a que o Papão disputa. A sequência de partidas feitas pelo clube em 2019 e a participação decisiva em alguns deles, fez com que Bruno Collaço recebesse propostas para deixar o clube.

“É normal esse tipo de situação de consulta e sondagens de atletas que estão jogando um certo período. Os clubes nesse primeiro semestre acabam analisando o mercado pensando nas competições nacionais. Eu tive uma proposta de sair ainda na pré-temporada, para um clube da Série B, mas resolvi ficar, pois eu e minha esposa gostamos muito da cidade, minha família está feliz em Belém e em nenhum momento pensei em sair, mas isso acaba ocorrendo. Estou focado nos objetivos da temporada e com a cabeça tranquila”, expôs.

CURIOSIDADES

Já habituado na capital paraense, Collaço revelou algumas “aventuras” já vivenciadas por aqui. O jogador comentou que para jogar no clube alviceleste decidiu atravessar o Brasil de carro com a esposa e lembra com saudade de frequentar o Mercado do Ver-o-Peso, já que está em isolamento social.

“Coisas inusitadas e curiosas que já vivemos foi viajar a Belém de carro. Eu e minha esposa cruzamos o Brasil, passamos o réveillon na estrada, algo que acho que ninguém fez. Vivemos muitas experiências boas em Belém, vamos ao Ver-o- Peso comprar frutas e temperos e os vendedores já fizeram a gente provar várias coisas. Isso é muito legal. Viajamos para Cotijuba, um local de difícil acesso. Na própria pré-temporada que tivemos que atravessar com ônibus em uma balsa. Teve também o próprio jogo contra o Castanhal, que caiu um dilúvio o jogo foi paralisado, tivemos que terminar a partida”, contou.

CORONAVÍRUS

Collaço está se prevenindo junto com sua esposa em meio a pandemia do coronavírus. O jogador disse estar aflito com tudo que está ocorrendo e fez um pedido para que a população paraense tente realizar o isolamento social.

“ O Estado do Pará foi um dos últimos a chegar [casos de coronavírus]. Infelizmente vamos passar pelo pico do vírus. Estamos tensos, aflitos com a situação e aproveito para fazer um apelo para o povo de Belém e do Estado, que possui condições de ficar em casa, que tenha o cuidado, muitos não estão conseguindo se manter em isolamento, uns por necessidaes, outros por imprudência. Temos que nos unir nas atitudes de isolamento e sofrer o menos

Tenho tentado me cuidar ao máximo. Eu e minha esposa não estamos saindo de casa, pedimos tudo por telefone e questões de treinamento também, embora a academia no prédio onde eu moro foi interditada, estou trabalhando na sacada do apartamento Não é fácil, pois nos limita bastante e faço o que posso para adaptar o máximo de trabalho possível”, finalizou.

Paysandu
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