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Belém 410 Anos: O nome que virou sobrenome nos gramados e quadras

Vários atletas passaram a carregar “Belém” como sobrenome após identificação com a capital paraense.

Fábio Will
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Neste 12 de janeiro, Belém completa 410 anos de história. Mais do que seus monumentos, tradições e importância cultural, a capital paraense respira futebol como poucas cidades no mundo. Ao longo das décadas, a cidade não apenas revelou talentos, mas também marcou de forma definitiva a identidade de muitos atletas, que transformaram o nome Belém em parte de suas carreiras profissionais.

Para craques como Rogério, Márcio, Marquinho e Diogo, Belém nunca foi apenas o local de nascimento, mas uma verdadeira alcunha, estampada nas camisas de grandes clubes do futebol brasileiro. Vários atletas passaram a carregar “Belém” como sobrenome, levando o nome da capital paraense para além das fronteiras do Estado.

Rogério Belém

image Rogério Belém foi destaque no futebol paraense (Raimundo Paccó / Arquivo O Liberal)

Ídolo no futebol paraense, Rogério iniciou sua carreira no Remo, ainda nos anos 1990. Com passagens por clubes como São Paulo-SP, Grêmio-RS, Athletico-PR, Sport-PE e Paysandu, o jogador recebeu o apelido “Belém” quando atuava pelo São Paulo. Na época, o Tricolor Paulista contava com dois atletas chamados Rogério: o goleiro Rogério Ceni e o zagueiro Rogério Pinheiro. Para diferenciá-lo, o paraense passou a ser chamado de Rogério Belém, nome que o acompanhou ao longo da carreira e segue agora como treinador.

Márcio Belém

image Márcio Belém jogou por muitos anos no Remo (Arquivo O Liberal/ Marcelo Seabra)

Volante de marcação incansável, Márcio Belém teve passagens marcantes por Remo e Tuna Luso Brasileira. Oriundo do futsal, sempre se destacou pela força física, entrega e estilo “brigador” no meio-campo. O apelido “Belém” virou identidade e acompanhou o jogador por onde passou. Márcio faleceu em dezembro do ano passado, aos 45 anos, vítima de um infarto.

Marquinho Belém

image Marquinho Belém (à direita) em treino no Baenão (Ary Souza / Arquivo O Liberal)

Atualmente comentarista esportivo, o ex-lateral Marquinho Belém ganhou a alcunha quando atuava fora do Estado, defendendo o Noroeste de Bauru-SP. Ao chegar ao clube, encontrou outro atleta com o mesmo nome, e passou a ser identificado como “Belém”. O sobrenome esportivo ultrapassou os gramados e virou parte de sua vida. Marquinho defendeu Remo, Paysandu e Tuna Luso Brasileira, além de outras equipes pelo Brasil.

Diego Belém

No futsal, Diego Belém levou o nome da capital paraense ao cenário nacional e internacional. Aos 37 anos, o atleta segue em atividade e defendeu o Remo na última temporada. Pela Seleção Brasileira de Futsal, conquistou o título Sul-Americano, além de diversos títulos nacionais, regionais e estaduais ao longo da carreira.

Um presente para o futuro: a pequena Belém

image Legenda (Reprodução / Instagram @ramon_martinez96)

A força e o acolhimento da capital paraense também marcam quem chega de fora. Um exemplo simbólico é o do volante paraguaio Ramón Martínez, ex-Paysandu, que prestou uma das mais belas homenagens à cidade ao batizar sua filha com o nome Belém. O gesto representa o carinho e a gratidão do atleta e de sua esposa pela forma como foram recebidos na capital paraense.

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Futebol
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