Ministra afirma que não investirá em eSports e justifica: 'Não é esporte'

Fala da ministra gerou polêmica e novos debates sobre o tema

Andre Gomes
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A nova Ministra do Esporte, Ana Moser, gerou polêmica, especialmente nas redes sociais, após defender o não investimento em eSports. De acordo com a parlamentar, o motivo para isso é por jogos eletrônicos 'não ser esporte'. Ana apontou que a modalidade faz parte da indústria do entretenimento, como a música.

"A meu ver, o esporte eletrônico é uma indústria de entretenimento, não é esporte. Então, você se diverte jogando videogame, você se divertiu. 'Ah, mas o pessoal treina para fazer'. Treina, assim como o artista. Eu falei esses dias, assim como a Ivete Sangalo também treina para dar show e ela não é atleta da música. Ela é simplesmente uma artista que trabalha com entretenimento. O jogo eletrônico não é imprevisível. Ele é desenhado por uma programação digital, cibernética. É uma programação, ela é fechada, ela não é aberta, como o esporte", disse Ana Moser em entrevista ao UOL.

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Ainda de acordo com a Ministra, a ONG "Atletas pelo Brasil" atuou para que a Lei Geral do Esporte, cuja proposta está em tramitação no Senado, não deixasse o conceito de esporte tão amplo a ponto de poder incluir eSports. 

"A questão do esporte eletrônico a nível federal ainda não é uma realidade. Não tenho essa intenção [de investir]. No meu entendimento, não é esporte. A gente lutou, no ano passado, eu na minha vida pregressa, à frente da Atletas pelo Brasil, a gente fez uma ação muito forte junto ao Legislativo para o texto da Lei Geral [do esporte] não ser aberto o suficiente para poder ter o encaixe dos esportes eletrônicos", concluiu.

O projeto da nova Lei Geral do Esporte (PL 1.153/2019), do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), foi aprovado em junho no Senado, com relatoria de Leila Barros (PDT-DF), e em julho pela Câmara. Mas o texto sofreu alterações e, por isso, precisará ser apreciado novamente pelos senadores.

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