Entre traumas e medalhas: atletas compartilham histórias de vida em evento do COB Atletas participaram de um bate-papo mediado pelo ex-judoca Tiago Camilo. Entre os convidados estavam a ginasta Jade Barbosa, a wrestler Aline Silva, o marchador Caio Bonfim e a jovem promessa da marcha atlética Davi Gabriel. Caio Maia 15.05.26 16h19 Atletas olímpicos contam histórias de vida em evento do COB (Caio Maia | Especial para O Liberal) A parceria entre a mineradora Vale e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para o ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 foi apresentada na sexta (15), no Rio de Janeiro. Apesar dos discursos sobre investimento e desenvolvimento esportivo, foram as histórias contadas pelos atletas presentes no evento que deram o tom mais humano ao encontro. Em relatos marcados por superação, perdas pessoais e transformação social, medalhistas olímpicos e jovens promessas defenderam a importância do esporte como ferramenta de mudança de vida e construção de legado. Após a formalização do acordo, atletas participaram de um bate-papo mediado pelo ex-judoca e medalhista olímpico Tiago Camilo. Entre os convidados estavam a ginasta Jade Barbosa, a wrestler Aline Silva, o marchador Caio Bonfim e a jovem promessa da marcha atlética Davi Gabriel. Aos 18 anos, Davi representa uma das apostas do COB para o próximo ciclo olímpico. O atleta foi o melhor brasileiro no Mundial Sub-20 de marcha atlética e contou que entrou na modalidade quase por acaso. Inicialmente interessado em corridas, ele foi orientado pelo treinador a migrar para a marcha, decisão que mudou sua trajetória esportiva. “Eu queria correr, mas meu treinador disse que tinha mais futuro na marcha atlética. Comecei a treinar e gostei. Tenho como grande exemplo o Caio (Bonfim). Ele é um atleta incrível e uma ótima pessoa. Depois dos treinos chego em casa e vou procurar vídeos dele no YouTube. Acho que já curti todas as fotos dele no Instagram”, brincou. Prata nos Jogos Olímpicos de Paris, Caio Bonfim destacou a importância de tornar modalidades menos populares mais acessíveis ao público brasileiro. Segundo ele, a falta de referências nacionais em esportes de pouca visibilidade ainda dificulta o surgimento de novos talentos. “Eu fui criado numa família de atletas. Minha mãe era marchadora e meu pai treinador. Então, eu tinha exemplos vivos em casa. Mas eu sei que a maioria das pessoas não tem. É muito importante visibilizar o esporte pelo Brasil, pois, assim, conseguimos descobrir talentos escondidos. Precisamos nos tornar um país esportista”, afirmou. A emoção também marcou os relatos de Aline Silva e Jade Barbosa. Campeã pan-americana de wrestling em 2023, Aline relembrou a infância na periferia de São Paulo e afirmou que encontrou no esporte uma alternativa à realidade de violência e vulnerabilidade em que vivia. “Depois das aulas costumava ficar na rua, até que um dia meus pais me encontraram desacordada, por coma alcoólico, ainda adolescente. A partir disso, mudei de escola e fui para uma instituição que tinha esporte no contraturno. Comecei treinando judô e depois descobri o wrestling. Foi esse esporte que me salvou e salvou a minha família”, relatou. Já Jade Barbosa associou a ginástica artística ao acolhimento que encontrou após a morte da mãe, quando ainda era criança. A atleta contou que os vínculos construídos dentro do ambiente esportivo extrapolaram a rotina de treinamentos e se transformaram em relações familiares. “Eu comecei na ginástica com 5 anos e logo aos 9 perdi a minha mãe. Me lembro que um dia depois do ocorrido eu fui treinar e me questionei: ‘por que estou aqui?’. A partir daquele momento entendi que eram aquelas pessoas que me apoiavam, eram minha família. Ainda não vou me aposentar, mas quando isso ocorrer, não quero deixar a ginástica”, disse. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Mais Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! 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