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Entre traumas e medalhas: atletas compartilham histórias de vida em evento do COB

Atletas participaram de um bate-papo mediado pelo ex-judoca e medalhista olímpico Tiago Camilo. Entre os convidados estavam a ginasta Jade Barbosa, a wrestler Aline Silva, o marchador Caio Bonfim e a jovem promessa da marcha atlética Davi Gabriel.

Caio Maia
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A parceria entre a mineradora Vale e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para o ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 foi apresentada na sexta (15), no Rio de Janeiro. Apesar dos discursos sobre investimento e desenvolvimento esportivo, foram as histórias contadas pelos atletas presentes no evento que deram o tom mais humano ao encontro. Em relatos marcados por superação, perdas pessoais e transformação social, medalhistas olímpicos e jovens promessas defenderam a importância do esporte como ferramenta de mudança de vida e construção de legado.

Após a formalização do acordo, atletas participaram de um bate-papo mediado pelo ex-judoca e medalhista olímpico Tiago Camilo. Entre os convidados estavam a ginasta Jade Barbosa, a wrestler Aline Silva, o marchador Caio Bonfim e a jovem promessa da marcha atlética Davi Gabriel.

Aos 18 anos, Davi representa uma das apostas do COB para o próximo ciclo olímpico. O atleta foi o melhor brasileiro no Mundial Sub-20 de marcha atlética e contou que entrou na modalidade quase por acaso. Inicialmente interessado em corridas, ele foi orientado pelo treinador a migrar para a marcha, decisão que mudou sua trajetória esportiva.

“Eu queria correr, mas meu treinador disse que tinha mais futuro na marcha atlética. Comecei a treinar e gostei. Tenho como grande exemplo o Caio (Bonfim). Ele é um atleta incrível e uma ótima pessoa. Depois dos treinos chego em casa e vou procurar vídeos dele no YouTube. Acho que já curti todas as fotos dele no Instagram”, brincou.

Prata nos Jogos Olímpicos de Paris, Caio Bonfim destacou a importância de tornar modalidades menos populares mais acessíveis ao público brasileiro. Segundo ele, a falta de referências nacionais em esportes de pouca visibilidade ainda dificulta o surgimento de novos talentos.

“Eu fui criado numa família de atletas. Minha mãe era marchadora e meu pai treinador. Então, eu tinha exemplos vivos em casa. Mas eu sei que a maioria das pessoas não tem. É muito importante visibilizar o esporte pelo Brasil, pois, assim, conseguimos descobrir talentos escondidos. Precisamos nos tornar um país esportista”, afirmou.

A emoção também marcou os relatos de Aline Silva e Jade Barbosa. Campeã pan-americana de wrestling em 2023, Aline relembrou a infância na periferia de São Paulo e afirmou que encontrou no esporte uma alternativa à realidade de violência e vulnerabilidade em que vivia.

“Depois das aulas costumava ficar na rua, até que um dia meus pais me encontraram desacordada, por coma alcoólico, ainda adolescente. A partir disso, mudei de escola e fui para uma instituição que tinha esporte no contraturno. Comecei treinando judô e depois descobri o wrestling. Foi esse esporte que me salvou e salvou a minha família”, relatou.

Já Jade Barbosa associou a ginástica artística ao acolhimento que encontrou após a morte da mãe, quando ainda era criança. A atleta contou que os vínculos construídos dentro do ambiente esportivo extrapolaram a rotina de treinamentos e se transformaram em relações familiares.

“Eu comecei na ginástica com 5 anos e logo aos 9 perdi a minha mãe. Me lembro que um dia depois do ocorrido eu fui treinar e me questionei: ‘por que estou aqui?’. A partir daquele momento entendi que eram aquelas pessoas que me apoiavam, eram minha família. Ainda não vou me aposentar, mas quando isso ocorrer, não quero deixar a ginástica”, disse.

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