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Com foco na defesa pessoal, mulheres começam a treinar artes marciais

Sentindo-se inseguras, muitas têm aderido aos esportes de combate para se defender, mas acabam transformando a modalidade em um estilo de vida

O Liberal

A possibilidade de assédios e ataques são medos frequentes e reais na rotina de uma mulher. Assim, muitas mulheres têm buscado meios para se sentirem mais seguras. E um desses instrumentos, que tem ganhado força, está atrelado ao esporte: as artes marciais, que são grandes aliadas para autodefesa. Com técnicas e artifícios eficazes, os esportes de combate têm, cada vez mais, ganhado adeptas, já que aprender a se defender se tornou essencial. 

Quem busca provar isso é Giulia Priante, que escolheu o Krav Maga, esporte que reúne técnicas voltadas para autodefesa. A nutricionista comportamental de 22 anos sempre achou necessário que mulheres aprendessem a se defender, já que, a todo momento, correm perigos.

“Principalmente para nós, mulheres, é muito importante saber se defender nessa sociedade extremamente machista. Temos que estar sempre atentas no carro, na rua, nos transportes públicos. Porque a qualquer momento podemos ser atacadas. Então, temos que estar preparadas para qualquer coisa, independente da situação”, declarou a nutricionista.

O estopim para Giulia começar a treinar o krav maga foi um episódio em um carro de aplicativo, em que o motorista fez comentários suspeitos. O sinal de alerta acendeu e ela decidiu que era hora de iniciar.  

“Eu estava voltando do vôlei, à noite, tinha acabado de deixar duas amigas, e o motorista virou para trás e falou: ‘ah, você está sozinha. Nem tinha reparado’. E logo depois ele disse que as ruas estavam vazias e eu achei aquilo muito suspeito. Eu sou muito atenta. Então, qualquer coisa de suspeito que o cara faça ou fale eu já fico muito antenada. E eu falei, ‘bom é agora, eu realmente preciso praticar o krav maga, porque eu tenho que estar preparada’”, contou. 

A modalidade é focada na autodefesa. As técnicas e treinos são pensadas em alguma situação de risco que o indivíduo possa passar. Nessa mesma linha, quando o paraense Hélio Gracie criou uma das artes marciais mais famosas do mundo, o jiu-jitsu, ele disse que “foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes”. Tendo, como principal objetivo, beneficiar pessoas que não têm grande porte físico. 

Hoje, o estilo de luta é reconhecido no mundo todo e um grande aliado da defesa pessoal, especialmente para mulheres, que naturalmente, possuem uma estatura menor que homens. A publicitária e faixa-preta de jiu-jitsu Marcelle Ferreira começou no karatê, mas, quando sentiu necessidade de saber se defender, entrou no mundo da arte suave.

“Uma vez estava atendendo um senhor e ele foi, de certa forma, inconveniente. E aí eu pensei: foi só uma situação simples que aconteceu, se fosse algo pior, será que eu saberia me defender? E isso ficou na minha cabeça, com 27 anos comecei a treinar jiu-jitsu e me apaixonei”, contou a lutadora. 

 a cerca de 10 anos (Arquivo Pessoal)

Marcelle não parou só na autodefesa, também participou de competições, passando por vários torneios e conquistando medalhas. Além disso, ela montou uma academia em Ananindeua, onde realiza treinos exclusivos para mulheres aprenderem técnicas de autodefesa e é reconhecida e respeitada na modalidade. Segundo ela, muitas meninas não sabem a força que têm e, com o tempo, as técnicas se tornam parte da pessoa.

“Então, eu vi, que a arte marcial pode ser um instrumento de força para as mulheres, até o próprio empoderamento de aprender a se defender e na saúde também. Mas, principalmente, a arte marcial vem com aquele intuito de se acontecer alguma coisa, conseguir fazer uma imobilização, principalmente no jiu-jitsu, que é o mais fraco conseguindo se sair do mais forte”, declarou a instrutora.

Defesa Pessoal

Desde que começou a praticar o krav maga, Giulia tem se sentido mais segura. Como é uma pessoa com o porte físico pequeno, ela se considera um alvo fácil para um agressor e praticar o esporte a deixa mais segura. Entretanto, a nutricionista ressalta que espera nunca precisar usar o que está aprendendo.

“Graças a Deus eu nunca precisei de nenhum golpe de krav maga e eu espero não precisar. Porque eu estou praticando para realmente saber e me sentir mais segura. Mas eu não pretendo ter que usar. Eu gosto muito, é muito divertido e muito dinâmico. É muito importante para nós, mulheres, para quem puder, praticar o krav maga ou qualquer luta que provavelmente vai ajudar a se defender”, finalizou Giulia. 

(Aila Beatriz Inete, estagiária, sob supervisão de Pedro Cruz, coordenador do Núcleo de Esportes)

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