Zico aponta favoritos ao título da Copa de 2026 e ignora a Argentina, atual campeã

Para o Galinho, o favoritismo no futebol moderno não é mais medido apenas pelo peso da camisa, mas pela continuidade de um projeto.

Caio Maia
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Faltando menos de 100 dias para a Copa do Mundo de 2026, a discussão sobre quem são as seleções favoritas ao título ganha contornos maiores. Em Belém nesta terça-feira (10) para o Fórum Norte-Nordeste das Indústrias da Construção (FNNIC), Zico, ex-camisa 10 da Seleção Brasileira, deu a sua visão sobre o panorama global do futebol. Ao elencar seleções que considera referência em padrão de jogo, o Galinho de Quintino destacou o modelo europeu, não mencionando a atual campeã mundial, a Argentina.

Para Zico, o favoritismo no futebol moderno não é mais medido apenas pelo peso da camisa, mas pela continuidade de um projeto. Ao ser questionado sobre as potências para a próxima Copa, o ídolo destacou o trabalho de longo prazo. 

"Eu acho que o futebol, do jeito que está hoje no mundo, não tem favoritismo nenhum. Está todo mundo quase no mesmo nível. Posso dizer, pelo que a gente acompanha, que talvez a França tenha mantido um padrão ao longo desse tempo todo. Vem de duas Copas com a mesma estrutura", avaliou.

Além dos franceses, Zico incluiu a Espanha em seu radar de elite. "A Espanha também está nesse caminho, com uma diferença muito pequena para as demais. No entanto, quando chega um confronto entre Brasil e Espanha ou Brasil e França, a história é outra", pontuou.

O fator "estrutura"

A ausência da Argentina na análise de Zico chama a atenção. Enquanto a Seleção Argentina colhe os frutos de um ciclo vitorioso e consolidado, o cenário doméstico atravessa uma crise estrutural profunda que contrasta com a hegemonia da equipe nacional. Clubes tradicionais do país enfrentam dificuldades financeiras crônicas, disputas políticas internas e uma infraestrutura defasada que impede a competitividade plena no continente. 

Esse descompasso entre o brilho da 'Scaloneta' e a fragilidade administrativa dos clubes locais gera um alerta sobre a sustentabilidade do futebol argentino a longo prazo.

Para o Galinho, o Brasil ainda busca esse patamar de estabilidade, agora sob o comando de Carlo Ancelotti. 

"O Brasil passou por toda uma modificação no comando técnico e agora conta com um dos maiores treinadores da história. Ele sabe aproveitar bem o talento brasileiro. Agora é esperar definir, porque ele tem muito pouco tempo", finalizou Zico.

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