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Médico explica a necessidade de se paralisar o Campeonato Paraense: 'Diante do colapso, a melhor atitude'

Flávio Freire comenta que, diante do colapso da rede pública e privada por causa da covid-19, a suspensão veio em boa hora. Mas faz algumas ponderações.

Andreia Espírito Santo

O Campeonato Paraense está suspenso até o fim do lockdown na Região Metropolitana de Belém (RMB), que é a medida mais restritiva para evitar a proliferação da covid-19. O médico Flávio Freire, especialista em medicina esportiva, explica porque é importante que neste momento ocorra a paralisação dos jogos.

“Eu não discuto a aplicabilidade ou eficácia dos protocolos de segurança que foram bem elaborados e conheço a maior parte. Tiveram como inspiração os da CBF e FIFA. Mas não há protocolo 100% seguro. A única forma seria se confinássemos todo mundo em um mesmo hotel, como é feito na NBA. Onde todos são confinados no mesmo local. Onde treinam e só saem de lá para jogar. Como as delegações não ficam 100% confinadas isso gera possibilidade de infecção. O que acontece. Já vimos vários casos, aconteceu com o Remo, em dezembro, com o Corinthians e outros times. O que me preocupa é a seguinte colocação: Será que teremos estrutura para oferecer para algum infectado? Será que teremos leito? Aqui em Belém estamos vivendo o epicentro da segunda onda. O sistema público e privado colapsou. Será que teremos estrutura para ofertar para quem precisar? Hoje não se consegue leito tanto na rede pública como privada. Diante do colapso, não tenho dúvida que o governo tomou a melhor atitude”, afirmou o médico do esporte, lembrando que, além dos jogadores e comissão técnica, ainda há outras pessoas envolvidas em uma partida de futebol.

“E quando eu falo de futebol não falo só das delegações envolvidas, mas me preocupo também com os colaboradores da federação, os árbitros, os colaboradores dos clubes, e até a imprensa. Que indiretamente está envolvida no processo. Apesar de não ter contato diretamente com jogadores, há contato com assessor de imprensa. Então sempre ficamos preocupados com todo mundo envolvido no processo.”

No entanto, Flávio Freire pondera sobre a questão dos treinos, que também estão suspensos, já que os clubes precisam buscar alternativas para dar ritmo aos atletas. Dos 12 times que disputam o Campeonato Paraense, cinco treinam na capital paraense,- Remo Paysandu, Tuna, Carajás e Tapajós.

“Mas a gente sabe que o estado tem dimensão continental. E a realidade de Belém não é a mesma que do Sul, Nordeste e Oeste do estado. E fica dúvida se vale a pena levar a delegação para treinar em um local onde está mais favorável. E isso fere o princípio da isonomia, igualdade. Porque algumas equipes vão continuar treinando, enquanto as daqui ficam paradas. Isso tem que ser analisado. Tem que ser estudado. Porque a partir de 15 dias em que não há treinamentos em grupo a parte física, tática e técnica serão afetadas. Isso precisa ser estudado e ver qual a melhor maneira de conduzir o campeonato. E o problema não é só no estado do Pará, mas no Brasil inteiro e vai ter ressonância em nível de competição nacional, principalmente, a Copa do Brasil”, explicou o médico.

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