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Eleições FPF: Gluck Paul pede à Justiça que Federação seja punida por não convocar novo pleito

Ex-presidente do Paysandu, que também é candidato ao cargo máximo do futebol paraense, quer que TJPA faça cumprir decisão expedida por desembargador Amílcar Guimarães, em abril.

Caio Maia

O ex-presidente do Paysandu Ricardo Gluck Paul protocolou uma petição no Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) solicitando que as eleições para o cargo de presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) sejam realizadas em até 30 dias. Gluck Paul, que também é candidato ao cargo máximo do futebol no Pará, quer que a Justiça faça cumprir a determinação expedida pelo desembargador Amílcar Guimarães, em abril deste ano.

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No dia 20 do mês passado, o TJPA determinou pela suspensão do pleito que escolheria o novo presidente da FPF. Segundo a decisão, que acatou pedido de Gluck Paul, houve erros no processo de publicação do edital do novo pleito, assim como na formação do colégio eleitoral.

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Por conta disso, ficou determinado que novas eleições deveriam ser realizadas em até 30 dias, prazo que termina no dia 20 de maio. O descumprimento da decisão implicará no afastamento e substituição da atual presidente em exercício, Graciete Maués, por um interventor, além de multa de R$ 50 mil.

No entanto, na petição mais recente protocolada por Gluck Paul, o ex-presidente do Paysandu alega que se passaram 15 dias da decisão e não houve nenhuma movimentação da Comissão Eleitoral para a realização de um novo pleito. Vale lembrar que a determinação judicial exigia que a nova eleição deveria ser convocada pela Comissão Eleitoral, presidida pelo advogado Antônio Barra Britto, apartada da FPF.

Dessa forma, Gluck Paul pede que a Justiça aplique as medidas e as penas previstas na decisão do desembargador Amílcar Guimarães. Segundo o candidato, não haverá tempo hábil para a convocação de um novo pleito, dentro do prazo estipulado pelo TJPA.

Relembre o caso

No dia 27 de dezembro de 2021, a Justiça atendeu o pedido de algumas ligas que apontaram irregularidades nas eleições da FPF e suspenderam as eleições. O ano terminou e o antigo presidente, Adelcio Torres, continuou no cargo.

Com a proximidade do Parazão e a ausência de um presidente eleito, Graciete Maués, então presidente da Tuna, assumiu o cargo, após desistência de Adelcio Torres. Ela passou a ser a mandatária do futebol no estado por ser a presidente do clube mais antigo filiado à FPF.

Mas a chegada de Graciete Maués ao poder da FPF não agilizou o pleito, tendo perdido um dos prazos estipulados pela própria Federação. Em 18 de março foi publicado no Jornal Amazônia, o edital da eleição, marcada para o dia 20 de abril, no Pará Clube. No entanto, o novo pleito foi novamente suspenso pela Justiça.
 

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