Festival da Pororoca 2026 projeta recordes e amplia programação esportiva no Pará

Evento em São Domingos do Capim reúne surf, provas de resistência e expectativa de 30 mil visitantes

O Liberal
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O 23º Festival Internacional da Pororoca será realizado entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, em São Domingos do Capim, nordeste do Pará, com uma programação esportiva diversificada e foco no surf em ondas fluviais, principal atração do evento.

A expectativa da organização é de crescimento no público e na visibilidade do festival. “Estamos orimistas quanto ao público deste ano. Cerca de 30 mil turistas devem passar por São Domingos do Capim durante os quatro dias de evento”, destacou Noélio Palheta, presidente da Associação de Surf na Pororoca.

Programação esportiva e abertura com prova de resistência

A programação começa ainda em Belém, com a largada da Rota da Pororoca, uma das grandes novidades desta edição. “A programação começa ainda na quinta-feira, com a saída aqui de Belém. De lá, partimos para a Rota da Pororoca, com cerca de 60 atletas de stand up paddle, canoa havaiana e caiaque”, explicou Noélio.

Os participantes enfrentam um percurso de aproximadamente 130 quilômetros até São Domingos do Capim. “É considerada a prova mais longa e uma das mais desafiadoras do Brasil, além de estar entre as maiores do mundo”, completou.

Sobre o nível de exigência da disputa, ele reforça: “É uma prova realmente muito exigente. Além da correnteza e do retorno da maré, os atletas enfrentam chuva, sol e a própria densidade da água, o que exige muito preparo físico e mental”.

image Atletas de várias partes do mundo participam do Surf na Pororoca (Divulgação / ABRASPO / Raimundo Paccó)

Surf em destaque e tentativa de recorde

O surf segue como principal atração do festival, com competições que valorizam tanto atletas convidados quanto talentos locais. Um dos destaques é o Campeonato Municipal de Surf na Pororoca. "Essa competição é voltada exclusivamente para surfistas nativos, valorizando os talentos locais”, afirmou o presidente.

Além das disputas tradicionais, o evento também aposta em desafios inéditos. “Outra novidade é a tentativa de estabelecer um novo recorde mundial de maior número de surfistas na mesma onda”, disse Noélio.

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Desafio noturno vira espetáculo visual

Entre os momentos mais aguardados está o desafio de surf noturno, que transforma o Rio Capim em um cenário iluminado. “A diferença do desafio de surfe noturno, além de acontecer à noite, é que o atleta enfrenta um ambiente mais imprevisível, com a possibilidade de encontrar animais de hábitos noturnos, como jacarés”, explicou.

Apesar dos desafios, o apelo visual é um dos grandes atrativos. “A gente monta uma estrutura com iluminação em LED nas margens do rio e, quando a pororoca vem se formando, o cenário fica completamente iluminado. É um espetáculo diferente, muito bonito e marcante”, destacou.

image A comunidade também tem participação ativa no Surf na Pororoca. (Divulgação/Rogério Fernandez)

Impacto social e valorização da região

Além do esporte, o festival também tem impacto direto na economia e no turismo local, fortalecendo comunidades ribeirinhas. “Esse evento contribui enormemente não só para o desenvolvimento do esporte, mas também para o desenvolvimento social, principalmente por meio do turismo”, afirmou Noélio.

Ele também ressaltou o reconhecimento cultural da prática. “Hoje, o surf na pororoca é patrimônio cultural imaterial do Estado e do município. O evento tem papel direto no desenvolvimento da cidade, melhorando a vida de centenas de famílias ribeirinhas da Amazônia”, concluiu.

Com a combinação de esporte, natureza e cultura, o Festival da Pororoca segue como um dos principais eventos do calendário esportivo da região Norte, reunindo atletas, turistas e moradores em torno de um dos fenômenos naturais mais marcantes da Amazônia.

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