Em meio à crise, estádio do Baenão pode se reerguer novamente Estádio foi a principal promessa de campanha dos candidatos à eleição do Remo O Liberal 11.11.18 14h49 O local onde os azulinos lembram com saudade teve a sua primeira grande reforma em 1935 (Fábio Costa/O Liberal) Antes recebendo 38 mil pessoas, hoje impossibilitado de receber jogos oficiais. Esse é o Estádio Evandro Almeida, o famoso “Baenão, que hoje, com 101 anos, tenta se reerguer após promessas de mandatários, pelas mãos do torcedor. Em mais de uma década, reformas foram feitas, jogos memoráveis foram realizados e a hoje o Baenão, promessa de muitos presidentes que passaram pelo clube, vai ganhando vida novamente. Principal promessa de campanha dos três candidatos à eleição do Remo, o estádio Baenão foi fundado no dia 15 de agosto de 1917. Na época, comportava apenas 2.500 pessoas e passou por várias reformas até 2014, ano em que o clube usou pela última vez o estádio em jogos oficiais. A equipe de esporte de O Liberal, entrou em contato com o historiador do Remo, Orlando Ruffeil, que enumerou alguns pontos importantes na história do estádio azulino. O local onde os azulinos lembram com saudade teve a sua primeira grande reforma em 1935, quando o clube decidiu mexer implantar arquibancadas maiores. Segundo Orlando Ruffeil, foi um momento legal, pois o clube já havia crescido o suficiente para receber aquela reforma. “O Remo conseguiu um patamar de torcida inimaginável e foi obrigado a mexer na estrutura e levantar arquibancadas nos fundos”, disse. JOGOS À NOITE - Já no início da década de 60, o Baenão recebeu os refletores, que possibilitava a utilização do estádio à noite. Isso fez com que o Remo recebesse dois grandes clubes, como Santos (SP) com Pelé, além do Benfica (POR), com Eusébio. Orlando Ruffeil relembrou os dois jogos e comentou a importância desses confrontos. “Era o Rei do futebol entrando em campo com a camisa do Remo. O placar de 9 a 4 para o Santos pouco importou, mas o fato do Remo receber aquele timaço santista com Pelé marcando por Pelé, Coutinho, Carlos Alberto torres foi memorável. Além disso recebemos o Eusébio, grande jogador português e empatamos em 1 a 1 com o Baenão lotado”, comentou. AMPLIAÇÃO E OS TOBOGÃS - Em 1971 a maior obra já vista no estádio azulino, que foram as construções dos tobogãs da Avenida Almirante Barroso e também da Avenida Romulo Maiorana. Tudo isso para que o Leão pudesse receber jogos do Campeonato Brasileiro de 1972. A obra foi realizada pelo engenheiro José Brito Gomes de Souza, que também era benemérito do clube. “O Remo recebeu uma notificação que o estádio teria que ser ampliado para receber os jogos do Campeonato Brasileiro. Foi então que o engenheiro José Brito Gomes tomou à frente e junto com a direção do clube na época levantaram as arquibancadas mais ainda dos dois lados, elevando mais ainda a capacidade para mais de 30 mil pessoas”, lembra Ruffeil. ÚLTIMA OBRA - O Baenão recebeu a última obra no final da década de 90, quando o estádio teve a implantação de cadeiras na área da Travessa das Mercês. Cerca de 400 cadeiras foram colocadas no local e a área foi coberta. Desde então o estádio azulino recebeu obras apenas na Toca do Leão, que melhorou vestiário, cozinha, além dos dormitórios que abrigam jogadores até os dias atuais. REFORMA E DESTRUIÇÃO - Já a última reforma no estádio remista ocorreu de 2013 para 2014, na administração do presidente Zeca Pirão, que retirou os alambrados do estádio e trocou por vidro temperado, além da substituição do gramado. Neste mesmo período Zeca Pirão retirou as cadeiras e arquibancadas da Travessa das Mercês, com a promessa de erguer camarotes, restaurantes e novas cadeiras no local. Em 2014 o Remo voltou a jogar no Baenão, com capacidade reduzida para 12 mil pessoas. O último jogo no clube no estádio foi no dia 1º de maio de 2014, vitória do Remo por 4 a 0 no Independente, pela semifinal do Parazão. TUDO PARADO – Desde então o Baenão ficou parado e serviu apenas de local de treinamento para as equipes profissionais e das categorias de base. Sem laudo, sem dinheiro para a reforma, o Baenão ficou obsoleto. Com mato alto e as estruturas das arquibancadas comprometidas, o Baenão sofreu com o descaso da sua própria diretoria. 2017 GALERA NOVA COM VONTADE – Querendo assistir o Leão de volta no estádio, uma galera decidiu unir forças e fazer alguma coisa pelo patrimônio do clube. Surgiu o projeto Retorno do Rei ao Baenão, que através de rifas, vendas de camisas e realizações de festas, conseguiram autorização do presidente Manoel Ribeiro, para atuar nas reformas. Aos poucos o estádio foi ganhando vida e no centenário do Baenão a turma entregou toda revitalizada a arquibancada da Avenida Romulo Maiorana. NA RETA FINAL, A PARCERIA COM A FORNECEDORA DE MATERIAL ESPORTIVO – Em parceria com o departamento de marketing do Remo, a fornecedora de material esportivo do clube (Topper), confeccionou 4 mil camisas denominadas de “Leão de Pedra”, que são comercializadas nas lojas do clube no valor de R$169,90, sendo que, R$120 vão direto para as obras para tentar voltar com o Baenão em 2019. O clube já arrecadou mais de R$200 mil com as vendas da camisa e repassou à empresa CAJ Engenharia, que firmou parceria com o clube e prometeu entregar o estádio apto para receber o torcedor no dia 31 de janeiro. PROMESSAS – Em 2010 o então presidente Amaro Klautau apresentou um projeto de venda do Baenão e construção de um novo estádio na Estrada do Aurá, na cidade de Ananindeua. O projeto foi aceito pelo condel remista, mas não vingou, já que o pórtico voltado para Avenida Almirante Barroso era tombado. Foi então que quebraram o escudo do Remo no pórtico tentando a venda do estádio, mas não ocorreu. Já em 2016 o presidente do Remo era André Cavalcanti. Foi criado um site com a venda de camisas e de porcelanatos com os nomes dos torcedores, que iriam compor a fachada da Avenida Antônio Baena, mas não vingou. Curiosidade 1 - O Baenão é o estádio particular mais antigo da região Norte. Mesmo com o estádio Leônidas Sodré de Castro, a Curuzu, tendo o apelido de mais velho da cidade, o estádio não era do time bicolor. Ele foi comprado pelo Paysandu em 1918 e pertencia à Fábrica Ferreira & Comandita. Curiosidade 2 – A estátua do Leão Azul está no estádio desde 1972. Ela é de concreto e foi doada pelo engenheiro e benemérito do clube, José Brito Gomes de Souza. A peça é de concreto e possui um valor incalculável para os azulinos. Curiosidade 3 – A área do Carrossel sempre foi uma área desprezada pelo clube, mesmo estando voltada para a principal avenida de Belém (Almirante Barroso). O local era uma área de convivência e depois passou a ser usada como estacionamento. Na década de 80 o local foi arrendado pelo empresário João Bosco Moisés, que fez do local uma casa de jogatina e em seguida uma casa de shows de lona, que recebia festas de aparelhagens. Hoje o clube firmou contrato com uma rede de farmácia e está na reta final para fechar com outra rede de farmácias e laboratórios, que usarão o local por 10 anos, renderá mais R$7 milhões aos cofres do clube durante a próxima década. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave REMO BAENÃO ESPORTES FUTEBOL JORNAL AMAZÔNIA COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. 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