Combustível mais caro: mudança no regulamento da Fórmula 1 aumenta gastos

A nova composição visa reduzir até 60% das emissões dos gases de efeito estufa e um litro deve variar entre US$ 170 a US$ 300 (de R$ 895 a R$1580, na cotação atual)

Lívia Ximenes
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O regulamento da Fórmula 1 passou por alterações para a temporada de 2026. No 76º ano da categoria de automobilismo, os carros usam, pela primeira vez, combustível 100% renovável. A mudança é parte do compromisso da F1 em se tornar “carbono zero” até 2030.

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A partir de agora, os combustíveis fósseis estão eliminados da categoria e, com isso, os carros devem reduzir até 60% das emissões dos gases de efeito estufa. Entretanto, a nova composição pode sair caro às equipes. Feito de forma sintética a partir da captura de carbono, o combustível sustentável deve variar entre US$ 170 e US$ 300 (de R$ 895 a R$1580, na cotação atual).

Segundo diretor técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jan Monchaux, o valor elevado reflete a qualidade e inovação tecnológica presentes na novidade. “Por ser um produto tão elaborado e produzido em pouca quantidade, o custo é alto. A Fórmula 1 é um laboratório, uma vitrine para as tecnologias que serão desenvolvidas para os carros de rua”, explica.

Cada carro de F1 possui um tanque com capacidade para até 100 litros, quantidade adequada para completar qualquer circuito presente no calendário. Conforme o valor do litro do combustível, um tanque cheio deve custar até US$ 30 mil (mais de R$ 150 mil, atualmente). Visto que as equipes possuem dois carros na pista, por corrida há um gasto de US$ 60 mil — ou seja, mais de R$ 300 mil.

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