Shoppings do Norte registram queda de 21% na movimentação no mês de julho

Pesquisa indica redução de fluxo e queda no ticket médio de compra

Fabrício Queiroz

O fluxo de visitação nos shoppings centers da região Norte caiu 21% no mês de julho de 2022 no comparativo com o mesmo período do ano passado, enquanto que a nível nacional a movimentação tanto para os empreendimentos quanto para as lojas de shoppings cresceu 9% e 10%, respectivamente. Os dados são dos Índices de Performance do Varejo (IPV), realizado pela HiPartners com informações chanceladas pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e pela 4Intelligence.

De acordo com a pesquisa, apenas o Norte teve redução no fluxo de visitas. O destaque para o Centro-Oeste, com alta de 30% no período, seguido pelo Sul, com crescimento de 26%. Já as regiões Sudeste e Nordeste tiveram desempenho menor, mas ainda assim positivos, com variações de 5% e 3% cada. O levantamento aponta que a diferença pode estar relacionada aos momentos diferentes em que as regiões sofreram com o auge da segunda onda da pandemia.

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Também caiu em 15% o ticket nominal médio das compras nas lojas de shoppings, apesar do faturamento geral ter aumentado 26%. A empresária Bethânia Guerreiro, que é proprietária de espaços de depilação em quatro shoppings da região metropolitana de Belém, confirma essa percepção de redução e ressalta que os lojistas e os serviços ainda enfrentam dificuldades para recuperar o movimento do período pré-pandemia.

“Além do fluxo menor, a gente percebe que o poder aquisitivo do consumidor também diminuiu.  Se antes o cliente ia com um ticket de R$ 100, hoje ele vai com R$ 50, ou seja, aqueles que vão estão indo com um valor a menos para gastar”, diz a empresária que nota a queda de público principalmente entre as pessoas mais idosas.

Por outro lado, Menasseh Zagury, que possui lojas de artigos de viagens em dois shoppings da capital, considera que a retração no movimento foi localizada e a expectativa é de reaquecimento nos próximos meses. “Os shoppings em geral seguem uma tendência de recuperação. Agora em outubro nós esperamos um aumento de fluxo por causa do Círio; as projeções também são boas para dezembro com um Natal mais aquecido que nos anos anteriores”, pontua.

Já Thiago Guimarães, presidente da Associação dos Lojistas do Boulevard Shopping (Albs), analisa que a pesquisa corresponde ao que se observa no setor varejista, especialmente no que tange ao comportamento diferente entre cada setor. O estudo mostra, por exemplo, que os segmentos de “Eletroeletrônicos” e “Departamento” tiveram contração de 28% e 23%, respectivamente; ao passo que “Beleza” e “Moda” se destacaram com altas de 71% e 13%. “Em julho registrei queda em fluxo que variou de 2% a 21%, conforme o setor. Minha loja de vestuário infantil caiu menos, enquanto a de calçado adulto caiu mais”, exemplifica o empresário.

Mesmo com o impacto da crise e a retração recente, Bethânia Guerreiro acredita que investir em empreendimentos em shoppings centers ainda é vantajoso. “Tem a questão da segurança, que na rua a gente não tem, o estacionamento e a visibilidade que são atrativos. São benefícios que agregam para manter uma loja no shopping”, destaca a empresária.

Economia
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