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Atendimento a pequenos negócios cresce mais de 70% no Marajó, aponta Sebrae

Ações incluem capacitações, consultorias e projetos para fortalecer o empreendedorismo e impulsionar a economia local

Thaline Silva*
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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae) anunciou a ampliação de 74,8% nos atendimentos a pequenos negócios na região dos Campos do Marajó. O dado foi apresentado nesta quinta-feira (19), durante evento realizado no município de Soure, que reuniu empreendedores, representantes do poder público e entidades civis.

A iniciativa faz parte de uma estratégia da instituição para fortalecer o empreendedorismo local, com a oferta de treinamentos, consultorias e ações voltadas à inserção e consolidação de negócios no mercado. Durante o encontro, também foram apresentados os resultados das atividades desenvolvidas em 2025 e o planejamento para 2026.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno, as ações buscam impulsionar a economia regional a partir das características locais. A proposta é alinhar o apoio ao empreendedorismo às vocações econômicas do território, como forma de estimular o desenvolvimento sustentável.

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Foco em setores estratégicos

O evento integrou o "Circuito Sebrae o Futuro é Agora pelo Pará”, iniciativa que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de apresentar projetos e estratégias voltadas ao fortalecimento dos pequenos negócios. A programação teve início em Belém e já passou por outras regiões, como Redenção, no sul do estado.

Na região dos Campos do Marajó, que engloba municípios como Salvaterra, Muaná e Ponta de Pedras, há atualmente 4.165 pequenos negócios ativos, incluindo microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo Sebrae/PA, os pequenos negócios representam 97% das empresas e são responsáveis por 94% dos empregos formais no Pará em 2025, reforçando sua relevância para a economia estadual.

Para 2026, as ações na região devem priorizar setores considerados estratégicos, como o turismo e a valorização de produtos locais. Entre os projetos em andamento está o processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG) para itens como a camisa marajoara, a cerâmica marajoara e o abacaxi produzido em Salvaterra. A expectativa é que as iniciativas contribuam para ampliar a competitividade dos empreendedores, gerar renda e fortalecer a identidade cultural da região.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia

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