Golpes e fraudes preocupam mais de 90% dos brasileiros durante o Carnaval
Paraenses confirmam o medo e contam as medidas adotadas para evitar problemas na folia
Curtir o Carnaval está entre os momentos mais aguardados do ano por muitos brasileiros. A expectativa, no entanto, vem acompanhada do medo de golpes e fraudes na época festiva. Uma pesquisa divulgada pela Serasa aponta que 74% dos brasileiros consideram alto ou muito alto o risco de sofrer golpes e fraudes durante o Carnaval, exigindo cuidados extras com a segurança, especialmente financeira, para quem tem planos pra festa.
O levantamento revela ainda que 44% da população afirma se preocupar mais com a segurança nesse período, marcado por grandes aglomerações e intensa movimentação de pessoas. Esse é o caso da estudante paraense Fernanda Ferreira, de 23 anos, que vai viajar para o Rio de Janeiro durante o carnaval.
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Para reduzir os riscos, Fernanda conta que adotou uma série de medidas preventivas antes da viagem. “Pretendo desativar a função de compras por aproximação do cartão, ativar o ‘modo rua’ do banco, que permite definir um limite de gastos, usar doleira para guardar os itens essenciais e levar dinheiro em espécie, para evitar usar o celular para fazer Pix na rua, principalmente nos bloquinhos”, afirma.
Segundo ela, os cuidados devem ser redobrados durante a festa. “A gente precisa ter atenção em qualquer lugar, mas no Carnaval isso se intensifica, porque as cidades ficam mais cheias e os ambientes mais movimentados”, destaca.
Riscos aumentam no período carnavalesco
O início do ano costuma concentrar aumento de despesas e maior circulação de pessoas, impulsionados por viagens e festas populares. Esse cenário contribui para o crescimento de golpes e fraudes, conforme aponta pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. De acordo com os dados, 96% dos brasileiros percebem risco de golpes durante o Carnaval.
Entre os 16% que afirmaram já ter sido vítimas de golpes ou fraudes em carnavais anteriores, 80% não conseguiram recuperar nenhum valor perdido. Além do prejuízo financeiro, as consequências emocionais também são relevantes: 55% relataram sentimentos de raiva e indignação, enquanto 34% disseram ter desenvolvido ansiedade ou medo de sair de casa após a experiência.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Gabi Gutierrez, repórter do núcleo de Política e Economia
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