Gasolina vai ficar cara no Pará devido à guerra no Oriente Médio? Sindicombustíveis se manifesta

Conflito no Estreito de Ormuz e tensões entre EUA e Irã elevam preço internacional do petróleo; sindicato alerta para possíveis ajustes no preço dos combustíveis no estado

Jéssica Nascimento
fonte

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombustíveis/PA) alertou, nesta quinta (5/03), que a atual situação geopolítica pode refletir no preço da gasolina e do diesel no estado. O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, aliado às tensões no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o escoamento de petróleo — tem causado aumentos no mercado internacional de energia.

Segundo Pietro Maneschy Gasparetto, assessor jurídico do Sindicombustíveis/PA, “este ambiente de instabilidade costuma provocar elevação no preço do barril de petróleo e, consequentemente, aumenta os custos de importação de combustíveis para o Brasil.”

Nos últimos dias, algumas importadoras e refinarias privadas já reajustaram valores: entre os dias 3 e 5, a gasolina subiu cerca de R$ 0,30 por litro, enquanto o diesel registrou aumentos de até R$ 0,90 em determinados fornecedores.

VEJA MAIS

image Guerra no Oriente Médio ameaça elevar custos e reduzir competitividade das exportações do Pará
Conflito entre EUA, Irã e Israel pressiona fretes, seguros e logística, impactando minério, soja e carne bovina exportados pelo estado

image Tensões no Oriente Médio podem provocar impactos na economia do Pará, alerta Fiepa
Os impactos sobre rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, acendem um sinal de atenção para um estado cuja base produtiva é fortemente ancorada na exportação de commodities minerais e agropecuárias

Postos revendedores não definem preço do combustível

Gasparetto reforça que os postos de combustíveis atuam apenas como a etapa final da cadeia de comercialização. 

“Os revendedores não têm ingerência sobre o preço internacional do petróleo, nem sobre os valores definidos por refinarias ou distribuidoras. Cada posto define seu preço final de forma livre”, explicou.

Apesar da Petrobras ainda não ter anunciado ajustes em seus valores, a alta da paridade internacional pressiona toda a cadeia

“Caso a diferença entre os preços internos e externos se mantenha ou aumente, é possível que ocorram novos reajustes nas próximas semanas”, acrescentou Gasparetto.

Sindicato acompanha mercado e alerta para reajustes desproporcionais

O Sindicombustíveis/PA ressaltou que acompanhará atentamente a evolução do cenário internacional e do mercado nacional, informando a sociedade sobre eventuais impactos no abastecimento e na formação de preços.

Gasparetto destacou: “Nosso objetivo é garantir que a população e os órgãos de fiscalização estejam cientes do cenário atual. Também manifestamos preocupação com eventuais aumentos desproporcionais praticados por distribuidoras, especialmente em momentos de grande sensibilidade econômica”.

 

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Economia
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM ECONOMIA

MAIS LIDAS EM ECONOMIA