Yohama Eshima fala sobre parceria com Tony Ramos em trama das 9 e amadurecimento profissional
Em um ano de alta produtividade, a atriz celebra sua escalação para "Quem Ama Cuida" e trabalhos na TV, o cinema e o streaming. Ela reflete sobre a oportunidade de romper estereótipos e transitar por diferentes gêneros artísticos
Natural de Curitiba e radicada no Rio de Janeiro, Yohama Eshima vivencia um dos períodos mais prolíficos de sua carreira em 2026. Dividindo-se entre a televisão, o cinema e o streaming, a atriz emplaca uma sequência de projetos de destaque ao mesmo tempo em que consolida, fora das telas, uma trajetória marcada por representatividade e impacto social. Atualmente, Yohama integra o elenco de “Quem Ama Cuida”, a nova novela das nove da TV Globo, em que interpreta Elza, a proprietária de uma floricultura e chefe de Otoniel (vivido por Tony Ramos), por quem nutre uma paixão platônica.
“É minha segunda novela, e segunda novela das nove, que felicidade!! Voltar a atuar em uma novela está sendo um momento maravilhoso porque eu sempre fui público de novela, cresci assistindo televisão antes e depois da escola, então isso tudo está dentro do meu imaginário, além da oportunidade de conversar e de apresentar o meu trabalho prum público muito grande, depois de Travessia… Estar em uma novela das nove feita pelo Walcyr Carrasco é como se eu estivesse realizando um sonho de menina, e eu amo admitir o quanto esses sonhos podem se tornar realidades porque eu acredito que são esses sonhos da infância que impulsionam a nossa vida e nos levam aos melhores lugares”, diz Yohama Eshima.
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Tony Ramos é um viúvo aposentado e com valores muito rígidos e claros; ele se agarra à família e luta por ela com unhas e dentes. Para a atriz, contracenar com o protagonista, que soma mais de 60 anos de carreira, é um aprendizado.
“Todos que contracenam com Tony falam sobre a generosidade dele, sobre a entrega em cena e a amorosidade com os companheiros de trabalho. E eu pude comprovar o quanto isso é real. O que eu tenho aprendido com Tony é a brincar mais; a brincadeira e a entrega em cena pra um roteiro que está sendo criado enquanto a gente grava é um deleite! Ele sempre foi pra mim uma referência da nossa teledramaturgia brasileira, e é uma felicidade gigante criar uma história com ele. Nosso trabalho se dá a partir da troca sempre, do que o outro nos dá e o que ele nos pede. Tony sempre dá o melhor e nos faz querer entregar sempre o melhor; já está sendo um trabalho ímpar e transformador”, pontua.
No cinema e no streaming, os próximos passos da atriz também são grandiosos, incluindo a aguardada continuação “Se Eu Fosse Você 3” e o longa-metragem “Assalto à Brasileira”. Já para 2027, Yohama estende seu alcance global e diversifica seus gêneros ao integrar o elenco de “Estranha na Cama”, novo thriller brasileiro da Netflix, e de “Oratório”, produção que faz história como o primeiro longa de terror nipo-brasileiro do audiovisual nacional.
“Quando eu era adolescente e comecei a fazer aulas de teatro, as minhas cenas eram sempre mais cômicas e engraçadas do que dramáticas. Até que em um momento eu lembro de ter ouvido alguma crítica negativa sobre o fato de sempre fazer coisas mais engraçadas e comecei a fazer menos comédia e ir por um lugar mais sério, deixando um pouco essa criação de lado. Então esses dois longas ‘Se eu fosse você’ e ‘Assalto à brasileira’ chegaram na minha vida pra me trazer de volta a cor da comédia dentro de um personagem. Vocês vão ter a oportunidade de ver personagens bem diferentes, mas que têm uma pitada bem boa do que são pessoas que têm naturalmente algo engraçado e divertido dentro de um ambiente que te exige justamente o oposto, mas a graça da vida está aí a todo instante! É inevitável!”, explica.
Essa versatilidade artística fica evidente na facilidade com que a atriz transita por gêneros tão distintos como a comédia, o drama, o suspense e o terror em um intervalo de tempo tão curto.
“Eu acho que esse é o desejo de muitas atrizes, conseguir passear por essa gama de situações. O maior prazer é criar algo completamente diferente de um trabalho pro outro. Me sinto crescendo profissionalmente de uma forma muito madura, porque se as produções me chamam pra fazer personagens tão distintas é porque de alguma forma elas viram em mim uma capacidade ampla de criar, e isso me deixa muito feliz porque durante muito tempo, pelo fato de eu ser uma atriz amarela, me colocaram sempre em caixinhas estereotipadas, e felizmente isso é algo que vem mudando há algum tempo”, comemora.
Fora das telas, Yohama, como mãe de Tom, que foi diagnosticado na infância com uma condição genética rara que provoca crises epilépticas graves, compartilha sua rotina e aprendizados, dando visibilidade à realidade de milhares de famílias brasileiras. Com uma atuação firme em pautas de inclusão, acessibilidade e maternidade, a atriz tornou-se referência digital em debates sobre epilepsia e doenças raras. Essa militância se estende para além das redes sociais, alcançando o ambiente físico por meio de podcasts, rodas de conversa, ações de conscientização e redes de suporte a mães que vivenciam realidades semelhantes.
“O primeiro impulso pra abrir a nossa rotina familiar foi justamente buscando um acolhimento e o encontro com outras pessoas. Eu precisava falar; para além de não esconder, era uma necessidade a troca. O Tom nasceu durante a pandemia, então vivi o cuidado com uma criança com deviciência numa solidão de rede de amizades e familiar muito grande. Mas entendi que eu precisava me conectar com outras histórias também, para além da minha. Eu consegui abrir um canal de diálogo de que primeiramente eu estava precisando muito, e consequentemente outras mães também precisavam. Hoje é inevitável não falar da minha maternidade, de doenças raras e epilepsia, sabendo da visibilidade e alcance que eu tenho nas redes. Precisamos ocupar os espaços pelos nossos filhos, já que eles não conseguem fazer isso sozinhos”, explica a artista.
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