Rodrigo Faro é condenado a indenizar aposentada em mais de R$ 23 mil
Justiça de São Paulo entendeu que a imagem do apresentador foi determinante para convencer a consumidora a contratar uma empresa de renegociação financeira
O apresentador Rodrigo Faro foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar, junto com a empresa Triê Soluções Financeiras, uma indenização superior a R$ 23 mil a uma professora aposentada.
A ação foi movida por uma idosa que afirmou ter sido induzida a contratar os serviços da empresa após assistir às campanhas publicitárias estreladas por Faro. Segundo o processo, a Triê prometia reduzir os juros de um financiamento de veículo por meio de renegociação da dívida.
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De acordo com a sentença, a aposentada confiou na credibilidade transmitida pelo apresentador nas propagandas da empresa. Nos anúncios, Faro aparecia falando em primeira pessoa e utilizava frases como "nós contamos com mais de 20 mil clientes", o que, para a Justiça, reforçava a confiança do consumidor na marca.
Após a contratação, porém, a empresa não realizou o repasse dos valores ao banco responsável pelo financiamento. Como consequência, a cliente quase teve o veículo apreendido durante um processo judicial.
A defesa de Rodrigo Faro alegou que ele atuava apenas como garoto-propaganda da empresa e, por isso, não poderia ser responsabilizado pelos serviços prestados.
A magistrada, no entanto, rejeitou esse argumento. Na decisão, destacou que celebridades com grande alcance nos meios de comunicação exercem forte influência sobre os consumidores e podem ser responsabilizadas quando sua imagem contribui diretamente para a contratação de um serviço.
Dessa forma, Faro e a Triê Soluções Financeiras foram condenados a indenizar a aposentada em mais de R$ 23 mil. A decisão é de primeira instância.
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