Profissionais das artes analisam rumos da carreira e profissionalização em encontro em Belém

O projeto MAMN reúne especialistas para orientar fazedores de cultura locais sobre o uso de ferramentas digitais e geração de renda no setor

Bruna Dias Merabet
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Unindo profissionais de diversos segmentos artísticos, o evento Minha Arte, Meu Negócio (MAMN) trouxe para Belém o projeto que busca mostrar aos fazedores de arte locais a necessidade de profissionalizar os seus dons e talentos.

Um dos palestrantes é o cidadão paraense Carlinhos de Jesus. Ele estará no palco falando sobre “‘PIN’ Artístico – Performance, Interpretação e Naturalidade”, além de participar da “Oficina de performance" ao lado de Rolon Ho e Thais Souza, campeões da Dança dos Famosos.

“Aqui em Belém é a primeira vez que eu participo de um evento que trabalha justamente isso: o artista como empreendedor, aquele que gere a sua própria jornada, seja ela na dança, na pintura, na dramaturgia, na interpretação do cantor ou do ator. É o que eu trago, com um olhar e visão completamente diferenciados. Por exemplo, mesmo com a minha limitação, eu não deixei de ser artista. Eu reutilizo toda a minha experiência com uma outra possibilidade. Hoje você não me chama para dançar porque eu não vou poder dançar como eu sempre dancei, mas eu vou poder trazer informação e experiência para o artista que pode atuar dentro dessa área. Seja qual for a sua limitação, ele tem que buscar uma forma de sobressair, de evidenciar seu trabalho e continuar ganhando”, explica Carlinhos de Jesus.

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Bastante elogiado pelo coreógrafo, o ator Alexandre Barilari participa da plenária “Imagem e identidade na arte” e vem conversar com os artistas sobre como conduzirem as suas carreiras de maneira profissional, mostrando o caminho das cifras para você crescer como artista.

“Sou extremamente observador e, no fim das contas, isso acaba por ser uma ferramenta muito poderosa para que eu possa seguir entendendo as ferramentas da vida. Sou ator desde muito pequeno, estreei na televisão na primeira edição do Sítio do Picapau Amarelo, estou falando de 1982, um período analógico, muito presencial. E quando a gente desce desse analógico para o digital, depois a gente passa por um desfazimento da estrutura extremamente poderosa das televisões, das emissoras, a gente toma um susto achando que não teríamos caminhos para trilhar. De repente, como surgiram caminhos, possibilidades, e pessoas foram lançadas de todos os interiores do Brasil”, explica Barilari.

“Esses interiores do Brasil e, afinal de contas, não é interior de uma forma desprestigiada, não, é de uma forma deslocada do eixo Rio-São Paulo, num Brasil desse tamanho, tamanho continental, você estar no Pará é estar, de uma certa forma, afastado deste eixo poderoso do Rio-São Paulo. Mas isso hoje não é uma impossibilidade; isso é, tendo as ferramentas necessárias, uma grande possibilidade. Então, o Minha Arte, Meu Negócio e a minha vinda aqui são justamente para alertar as pessoas sobre as possibilidades tão maravilhosas que essa passagem do analógico nos concedeu e que a gente precisa estar atento para poder utilizá-las”, acrescenta o artista.

O Minha Arte, Meu Negócio (MAMN) é apresentado pelo Governo do Estado e pela Fundação Cultural do Estado do Pará, por meio do Programa Estadual de Incentivo à Cultura (Semear). Tem como patrocinadores a empresa de energia Equatorial e a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), a produção da MAMN Produções e a realização da AT Produções.

A edição ocorre no Teatro Margarida Schivasappa (Centur) até esta sexta-feira, 06.

“Estamos aqui; nosso patrocínio é voltado para que esses talentos consigam se desenvolver, trabalhar e gerar emprego, uma renda para sua família e para as outras pessoas que estão nessa cadeia cultural, que tem muitas pessoas por trás trabalhando para que possa se desenvolver. Esse projeto vem muito para isso: para mostrar e inspirar”, explica Michelle Miranda, analista de Responsabilidade Social da Equatorial Pará.

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