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Pela primeira vez, Projeto Arte Pará vai premiar artistas com bolsa de residência

O programa do Instituto Inclusartiz vai conceder uma bolsa para um (a) artista selecionado(a) na categoria Mostra Nacional 

Bruna Lima

O processo criativo do artista, muitas vezes, é individual e solitário. Contudo, o deslocamento para espaços de saberes complementares, como os programas de bolsa residência – lugar de  interlocução e diálogo com profissionais da área e artistas —, ajuda-o a expandir o conhecimento, complementando o fazer artístico com trocas constantes e desenvolvimento de pesquisa.

Como forma de incentivar o aprimoramento dos artistas do país, o Projeto Arte Pará irá oferecer, pela primeira vez na história do edital, bolsa de residência. E a primeira parceria firmada foi com o Instituto Inclusartiz, organização cultural sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro.

Hoje, as Residências Artísticas, que têm sua origem nos anos 1980, estão na pauta das instituições culturais e nos espaços museais, que usam desse programa para o desenvolvimento dos artistas e veem como um importante instrumento de incentivo e fomento à pesquisa nas artes. Defendendo a atuação das residências como lugar de formação ampliada de ensino e aprendizagem no campo artístico, o Arte Pará em parceria com o Insclusartiz concederá um prêmio de residência no programa da instituição.

A residência de pesquisa e desenvolvimento em artes conta com apoio curatorial personalizado e auxílio em pesquisa e prevê ainda a realização de atividades de acompanhamento, promoção e apresentação de trabalhos dos residentes.

A Presidente e fundadora do Instituto Inclusartiz, Frances Reynolds, destaca que um dos principais objetivos é desenvolver o trabalho do artista e promover a sua inserção no circuito. “O nosso programa também tem como característica desenvolver uma relação de parceria com os artistas a longo prazo, muito além do período da residência”, pontua Frances Reynolds. 

Um outro ponto importante do programa do Instituto Inclusartiz é o impacto gerado não só para os residentes como também para a comunidade. Como o artista está sempre em diálogo com o território proposto pela residência, existe este incentivo de permuta com o lugar e de inclusão das pessoas que lá vivem ou atuam.

Sobre a parceria entre o Instituto e o Arte Pará, Reynolds disse que começou no ano passado, com a participação na edição digital, em decorrência da pandemia. “Após diversas conversas e alinhamentos chegamos a esse modelo [que tem início na 40ª edição]. O artista selecionado será convidado a passar um período de quatro semanas no Rio de Janeiro, com o acompanhamento da nossa equipe de curadoria, para o desenvolvimento de seu projeto”, acrescentou.

A expectativa com essa parceria é dar continuidade a um dos principais objetivos do projeto do Instituto Inclusartiz: apoiar a produção de artistas fora do eixo Rio-São Paulo.

O Instituto foi criado em 1997 com a missão de ser uma plataforma de fomento à arte contemporânea nacional e internacional, por meio da formação de artistas, curadores e pesquisadores em várias etapas de suas trajetórias. Tem como meta promover a integração social, a diversidade cultural, a sustentabilidade ambiental e a colaboração entre instituições, organizações e agentes do setor. 

É um dos mais prestigiados e completos programas de residências artísticas do país e já hospedou dezenas de nomes internacionais, como a japonesa Yuko Hasegawa, a libanesa Amanda Abi Khalil e os suíços Hans Ulrich Obrist, Gerda Steiner e Jorg Lenzlinger, além de talentos nacionais, como Valeska Soares, Maxwell Alexandre, Manauara Clandestina, Vivian Caccuri e Xadalu Tupã Jekupé.

Em 2021, iniciou uma nova fase com a inauguração de um centro cultural na Praça da Harmonia, na Gamboa, Região Portuária do Rio de Janeiro. O polo cultural e criativo abriga um conjunto de iniciativas, com uma programação orientada a partir de diversos núcleos, que envolvem a comunidade, as residências artísticas, educação, exposições, publicações, pesquisas, sustentabilidade e engajamento social.

Inscrições para o Arte Pará, 40 anos

Atenção: as inscrições ficam abertas até 16 de julho e são feitas pelo site http://projetoartepara.com. É possível também enviar os projetos via correios, neste caso, deverão enviar o material para o endereço da Fundação Romulo Maiorana: Av. Romulo Maiorana, 2473, Bairro: Marco, Belém – Pará, CEP: 66093-005, de segunda a sexta-feira, no horário de 10h às 18h. Mas é importante ficar atento que mesmo aqueles que optarem por enviar material impresso, devem preencher o formulário no online.

Palavras-chave

Cultura
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