Paulo Spíndola estreia na literatura infantojuvenil com obra inspirada em viagens pela Amazônia

Publicado pela AVÁ Editora, o livro acompanha a jornada do adolescente Jobim em busca do pai desaparecido e da própria ancestralidade indígena

Amanda Martins
fonte

A Amazônia ganha contornos de aventura e fantasia no livro infantojuvenilO Mistério do Povo Mamoé”, estreia literária do escritor paulistano Paulo Spíndola. Inspirada em vivências do autor na região, a obra acompanha a busca do adolescente Jobim pelo pai desaparecido, enquanto apresenta aos leitores temas como ancestralidade indígena, resistência dos povos tradicionais e os impactos da degradação ambiental. O livro chega ao público no dia 7 de junho, publicado pela AVÁ Editora, com vendas digitais no valor de R$ 60.

VEJA MAIS

image Dia do Livro: ler desde cedo abre portas para o futuro das crianças
Em meio a celulares, tablets e tanta informação rápida, o velho e bom livro ainda tem um poder que nenhuma tela substitui

image No Dia do Livro Infantil, leitura resiste e se reinventa no país, afirma pesquisa
Levantamento da YouGov aponta convivência entre formatos, com liderança do impresso e expansão do acesso digital

image Aos 10 anos, Mariana Menezes lança livro inspirado na natureza amazônica
Mariana Menezes, de 10 anos, lança Meu Mundo Mágico e une criatividade infantil, consciência ambiental e incentivo familiar

Biólogo e analista ambiental com atuação no Ibama e no ICMBio, Paulo Spíndola reuniu experiências acumuladas durante viagens pela Amazônia e pelos Andes, realizadas entre 2004 e 2005, além dos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos de trabalho nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Acre

Segundo o autor, os primeiros textos que deram origem à obra eram relatos enviados a amigos e familiares. “O protagonista, o garoto Jobim, surgiu espontaneamente, ao juntar experiências vivenciadas a outras relatadas e pesquisadas durante estas viagens e nos anos atuando como analista ambiental”, contou.

image Inspirado em viagens realizadas pelo autor entre 2004 e 2005, o livro percorre cenários como a Ilha do Marajó, o Xingu e os rios Araguaia e Tocantins (Divulgação)

Na narrativa, Jobim nasceu de um breve relacionamento entre Ruth, uma viúva de descendência alemã, e Taboré, líder da extinta Nação Tapajó. Criado às margens do Rio Formoso sem conhecer o pai, o adolescente decide embarcar em uma jornada pela Amazônia ao completar 15 anos. Mais do que encontrar Taboré, o protagonista busca compreender suas origens e a própria ancestralidade indígena. Ao longo da viagem, ele atravessa os rios Araguaia e Tocantins, passa pela Ilha do Marajó, pelo Parque Indígena do Xingu e pelo Planalto das Guianas.

A Ilha do Marajó aparece como um dos cenários centrais da trajetória de Jobim, que reúne pistas sobre o paradeiro do pai enquanto conhece personagens que ajudam a conduzir sua jornada. Entre eles está Samiris, jovem que tenta salvar a mãe, a Sacerdotisa Mamoé, vítima de um feitiço. A partir do conflito vivido pelo protagonista, o livro também apresenta elementos da geografia amazônica, saberes tradicionais e questões ambientais enfrentadas pela região.

De acordo com Spíndola, a Amazônia ocupa um espaço simbólico importante no imaginário brasileiro, embora ainda seja pouco conhecida pela maior parte da população. “Viajar pela Amazônia é viajar pela história de seu povo, do seu modo de vida, de sua cultura, conhecer seus causos e lendas, seus saberes tradicionais. O ritmo na Amazônia é outro, é na velocidade das canoas, do motor rabeta, da distância medida nas curvas do rio”, afirmou.

O autor explicou ainda que a trajetória de Jobim dialoga com os rituais de passagem presentes em diferentes povos indígenas, nos quais jovens precisam enfrentar desafios para deixar a infância. 

Segundo ele, o personagem cria o próprio caminho de amadurecimento ao longo da busca pelo pai. “As experiências que vivencia o fazem amadurecer e enfrentar situações que, por vezes, parecem impossíveis, mas que evidenciam a resiliência e a capacidade de superação do ser humano”, destacou.

Apesar de abordar temas como garimpo, degradação ambiental e conflitos territoriais, a narrativa foi construída em linguagem voltada ao público jovem. Paulo Spíndola afirmou que a história procura a

 

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Cultura
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM CULTURA

MAIS LIDAS EM CULTURA