Paulinho Mururé faz show em Belém para celebrar 35 anos de música

A partir das 22h30 desta sexta (17), artista recebe convidados e o público para celebrar essa marca e o aniversário dele com muita música ao vivo na Casa Apoena, na Cidade Velha

Eduardo Rocha
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O mururé é uma planta aquática flutuante muito presente nas paisagens da Amazônia. E também é, não por acaso, o sobronome artístico do cantor e compositor paraense Paulinho Mururé, que faz show nesta sexta-feira (17) em Belem, na Casa Apoena, no bairro da Cidade Velha. Esse não é mais uma apresentação desse nome conhecido da música paraense, mas, servirá para Paulinho celebrar 35 anos de estrada, isto é, de carreira musical. E será em alto estilo: com o compositor revisitando suas canções e, de forma muito especial, sendo o anfitrião de grandes parceiros dele, que como convidados irão abrilhantar ainda mais esta noite amazônica - Edilson Morenno, Pedrinho Callado, Puka Dias, Renato Lu. Além disso, Paulinho vai comemorar 67 anos de idade completados nesta quinta-feira (16).

Até porque o show se intitula "Caminhando e Cantando (35 anos de estrada)" e se configura em uma noite especial de música, memórias e grandes homenagens, como adianta Paulinho Mururé. O artista vai tocar composições de seus dois álbuns lançados - "Cria", de 2013, e "Cores da Amazônia", de 2025 -- como parte de um repertório que percorre a sua trajetória na música. Dessa forma, o público vai assistir a interpretações de Música Popular Brasileira (MPB), Música Popular Paraense (MPP), Bossa Nova, samba e canções autorais. Paulinho vai estar na companhia da banda: Davi Amorim, Jonatas Gouveia, Celso Vaughan, Gugu Batera e Zé Delapaz.

Em suas canções autorais, Paulinho Mururé retrata a vida do caboclo da Amazônia. A atividade musical funciona como um elo entre esse artista e os moradores das cidades parasenses, amazônicas, como, por exemplo, a comunidade do bairro do Guamá. Nesse reduto da capital paraense, Paulinho coordena o bloco Chulé de Pato que celebra 25 anos de história no Carnaval de Belém em 2026.

Mururé já se apresentou em diversos municípios paraenses, e a obra desse compositor contempla de forma especial o povo do Arquipélago do Marajó, no norte do Estado do Pará. Paulinho Mururé, já se apresentou em diversos Barzinhos, casas de shows e teatros de Belém, tendo sido sempre bem acolhido pelo público.

Como ninguém caminha sozinho, Paulinho Mururé possui trabalhos em parcerias com nomes conhecidos da música paraense. Entres eles, figuram Nilson Chaves, Puka Dias, Sérgio Leite, Pedrinho Callado, Zé Miguel, Osmar Junior, Eudes Fraga e Vetinho. 

Paulinho conta que a relação dele com a música começou quando ele tinha 5 anos de idade. Ele ia na taberna comprar pão cantarolando as músicas daquele período, nos anos 1960. Ele conta que teve o privilégio de vivenciar décadas nas quais havia muita música de qualidade, que, inclusive, são tocadas até hoje. Aos 12 anos, ele participou de um festival de música na ASCB e foi campeão, em um evento que tinha a participação de adultos e Paulinho era a única criança nesse circuito cultural. Benito di Paula, Paulinho da Viola e Cartola foram e são referências na vida musical de Mururé.

Aprendizado

O pai dele, Metokina, era poeta e compositor e, então, ensinou muito ao jovem Paulinho, autor de 80 músicas, entre as quais "Acorda Belém", que retrata a vida dos trabalhadores do Ver-o-Peso. Essa canção vai ganhar uma regravação em um CD que o artista pretende lançar em breve, cantando com Nilson Chaves. Uma outra música nesse CD, "Tardes de Belém", vai reunir Paulinho, Sérgio Leite e Ronaldo Silva. A música "Taperebá" é outro sucesso desse artista, composto pelo irmão dele, Puka Dias. "Pérola do Marajó" é uma homenagem dele para a Cidade de Soure. 

"Completar 35 anos de música é um momento de prazer, de equilíbrio, para uma pessoa como eu que nunca teve uma aula de música, fui aprendendo ao olhar as pessoas se expressarem. Aprendia em um violãozinho velho que tinha em casa. Então, esses 35 anos de música são um grande aprendizado. Na verdade, a música me escolheu, eu tinha muita vontade de ser um artista desde os 5 anos de idade. A música foi me conduzindo, até hoje", diz Paulinho, antes de celebrar essa marca musical com os amigos e o público.

Serviço:
Show 'Caminhando e Cantando' (30 Anos de Estrada)"

Em 17 de abril de 2026, às 22h30
Na Casa Apoena, na rua São Boaventura, 171, na Cidade Velha, em Belém (PA).
Convidados: Edilson Morenno, Pedrinho Callado, Puka Dias, Renato Lu

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