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Padre larga a batina para assumir sua homossexualidade e um novo relacionamento

O parceiro de Rogério foi casado por mais de 20 anos e tem dois filhos com a ex-esposa, mas os três encontraram a receita da convivência harmoniosa

Redação Integrada (com informações do Extra)

Rogério Koury foi casado durante 23 anos com a mesma mulher, e durante a relação tiveram dois filhos. Até ele se apaixonar por outro homem. Um padre, que largou a batina e o celibato para viver um relacionamento amoroso. Tdo isso poderia ter virado um escândalo. Mas não para o pianista Rogério e o ex-padre e cantor Sergio Bedim, além de Renata Koury. Os três encontraram uma forma de manter os laços e viverem juntos em harmonia.

“Continuamos sendo uma família. Agora com a chegada do Sergio após minha separação também. Moramos todos juntos numa casa bem grande, onde cada um tem seu espaço e sua vida. Não há nada de feio, sujo ou de pecado nisso. O amor não pode ser julgado assim”, avalia Rogério.

Há dois anos, o pianista decidiu retomar a carreira nos palcos, adormecida em função do casamento e dos compromissos com o conservatório de música que o ex-casal abriu em Sorocaba, no interior de São Paulo.

Muito antes da livemania, que tomou conta do mundo em função do isolamento social, o pianista já se utilizava desse recurso para mostrar o que fazia para um público que foi crescendo a cada vídeo postado. “Isso começou em 2018. Na época, nem sabia fazer transmissões direito. Mas deu tão certo que virou um compromisso de todo domingo”, conta Rogério.

O ex-padre fazia parte da ala artística de uma igreja. “Ele entrou em contato e começamos a trocar ideias de um dia fazermos algo juntos musicalmente”, diz Rogério, de 48 anos.

Em 2019, o projeto aconteceu e os dois se encontravam em shows e apresentações pelo Brasil e até na Europa. Foi quando a amizade se estreitou e ambos perceberam que havia algo maior entre eles.

No fim do ano passado, ao viajar até Curitiba para uma apresentação, ele teve uma crise de pânico e telefonou para a esposa: “Ela pegou um avião e foi até lá. Foi a primeira vez que chorei na frente dela. E me abri. Disse o que sentia e o que estava acontecendo, mas não sabia o que fazer. Ela me falou: ‘você está apaixonado’. Foi ela que esclareceu tudo. Porque, para mim, não era normal. Como podia?”.

O padre então rezou a última missa na paróquia em que congregava em Botafogo, no interior de São Paulo, e se mudou. "Ele não entrou em detalhes com o bispo. Não precisava. Só disse o mesmo que falou aos fiéis de sua paróquia: desejava ser feliz por inteiro”, lembra Rogério.

“Meus filhos aceitaram muito bem como eu esperava. Foi doloroso no início para a Renata e para mim, mas conseguimos passar por isso. Minha mãe, quando contei, disse que já imaginava e me disse ‘não sabia que você era gay’. Nem eu. Posso ter refreado algum desejo na adolescência, não sei. Nunca foi uma questão para mim até me apaixonar por outro homem”, explica.

Não houve retaliação. “Até imaginei que perderia alguns, mas foi surpreendente. A grande maioria nos apoia e torce pelo nosso relacionamento. E credito isso à transparência com que conduzimos tudo isso. A verdade liberta e não dá lugar para o preconceito e julgamento. Nós nos amamos e só isso importa”.

Palavras-chave

Cultura
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