Reginaldo Viana brinca de mudar os ritmos de grandes sucessos

Show "E se fosse assim?!" traz releituras de hits que ficaram na memória do público

Enize Vidigal

O cantor e compositor Reginaldo Viana altera os gêneros de músicas conhecidas do grande público agregando novos arranjos no show “E se fosse assim?!...” Nos acordes do artista, a música de aparelhagem "Faz o T", famosa na voz de Gaby Amarantos, ganha ritmo de samba; a lambada "Chamegoso", conhecida na voz de Marhco Monteiro, vira reggae; a balada rock "Menina Veneno" ganha ritmo lento; o MPP "Flor do Destino", de Nilson Chaves, se transforma numa versão jazzística; e o brega "Garçom", de Reginaldo Rossi, ganha uma batida pop. Essas e outras surpresas serão apresentadas nesta quarta-feira, 13, no Bar Teatro Barzin, a partir das 21 horas.

"Vou pegar músicas de aparelhagens e transformar em samba, jazz e baião. É uma ideia é mostrar que música é música independente da forma com que é escrita e produzida, pois pode ser adaptada, sem desmerecer o trabalho de quem já gravou. A ideia é mostra um novo olhar sobre a possibilidade criativa dentro da música", explica Reginaldo Viana.

"Vou criando possibilidades e trazendo o repertório para uma leitura com linguagem contemporânea, respeitando as melodias, mas mostrando que essas músicas têm o seu valor e por isso ficaram conhecidas".

O show promete ser uma experiência divertida, trazendo no repertório os sucessos de É o Tchan, Flávio Venturini, Edilson Moreno, Marcelo Wall, Banda Warilow, Tavito, Ritchie e outros. No Palco, Reginaldo será acompanhado de Roger Santos (contrabaixo e direção musical), Luciano Andrade (guitarra e violão) e Lucas Miranda (bateria), com as participações especiais de Camila Alves, Silvio Almeida, Bernardo Miranda, Yanna Cardoso e Regiane Freire.

O trabalho de inversões dos gêneros originais de grandes sucessos foi iniciado por Reginaldo no ano passado. "Todo artista tem um certo inconformismo, de querer recriar e reler as canções. O processo criativo é constante. Como seria se eu desse a minha cara, se fosse outro gênero musical? Estou sempre buscando uma identidade para o trabalho".

Todo o espetáculo se pauta em transformar as estruturas rítmicas, harmônicas e melódicas, construindo interseções através de arranjos contemporâneos, capazes de aproximar poéticas e gêneros musicais. Ao mesmo tempo, questiona o público sobre o que é realmente “música boa ou de qualidade”, e se tal denominação é real ou permeia o gosto subjetivo de cada ouvinte ou expectador, e trata direta e indiretamente sobre os preconceitos que nos impedem de dialogar com artistas popularescos e vê-los verdadeiramente como artistas que são, executores de trabalhos dentro de suas potencialidades expressivas ou vivências culturais, e que conseguem impactar a sociedade, seja de forma provocativa causando em muitos a aversão, ou a contemplação estética.

Reginaldo Viana está em fase de finalização do segundo álbum de carreira, "Roda do Sincopado". O CD autoral com 11 faixas vai trazer canções inéditas de zouk, merengue, samba e outros ritmos, mas todos agregdos a batidas eletrônicas. A previsão de lançamento nas plataformas digitais é para maio.

O CD anterior do artista, "Azul", de 2012, reuniu composições de Reginaldo em parceria com outros músicos paraenses. Na música, Reginaldo Viana já foi regente de corais. Em 2002, optou pelo canto popular e começou a realizar shows em teatros e casas de espetáculo canto popular. Atuou também como produtor cultural. Em 2006, recebeu  o troféu de Cantor Revelação no XXIII Baile dos Artistas.

Serviço:

Show “E se fosse assim?!...”, de Reginaldo Viana
Data: quinta-feira, 14, às 21 horas
Local: Bar teatro Barzin (Av. Generalíssimo Deodoro, 1722, Nazaré)
Mesas a R$ 80
Reservas e informações: (91) 98707-7277 e 98136-3817

Música