Nazaré Pereira lança o álbum 'Meus Caminhos, Meu Destino'

O projeto traz 11 faixas inéditas de carimbó, lundu, merengue, batuque e até pop

Enize Vidigal

Nazaré Pereira lança nas plataformas digitais o novo álbum "Meus Caminhos, Meu Destino", nesta quarta-feira, 11. Esse é o 20º disco da carreira da cantora e compositora paraense, mas o primeiro gravado e lançado no Brasil, já que ela está radicada na França há 32 anos, onde representa e difunde a música nortista e nordestina brasileira.

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Na semana passada, Nazaré publicou o videoclipe do single "Queimadas", composição ufanista de Lourival Igarapé com arranjos de cordas de Luiz Pardal. O projeto reúne 11 faixas inéditas, incluindo cinco autorais e em parceria, além de composições da pajé Zeneida Lima, Allan Carvalho, Nego Nelson, Júnior Soares, Ronaldo Silva, Mário Mouzinho e Léo Chermont.

O projeto teve a direção artística da própria Nazaré com Sammliz, produção executiva de Rodrigo Vielas e Sammliz e produção musical de Léo Chermont. O patrocínio é da Natura Musical. "Meus Caminhos, Meu Destino" vai ganhar um show de lançamento em Belém, previsto para o início do mês que vem. Em seguida, Nazaré volta para a França.

"Queimadas" abre o projeto como um grito de socorro pela Amazônia. A canção de letra forte chega, coincidentemente, em tempos de crise internacional motivada justamente pelas queimadas na região. "Essa música tem muito a ver com o momento que a gente está vivendo. o disco já estava gravado quando começou esse lero-lero. Lutar pela Amazônia foi a minha vida toda", destaca Nazaré.

"Foi bem-te-vi quem viu, foi bem-te-vi quem viu a mata queimar", diz a letra com marcação firme da percussão de Márcio Jardim e Rafael Barros e leveza trazida pelo sinthy bass, guitarra, piano, violinos, viola e violoncelo. "Queimadas" reafirma o perfil 'artivista' ambiental de Nazaré.

A autora do inesquecível sucesso "Xapuri do Amazonas", interpreta "Marajó é Minha Terra", de Zeneida Lima, numa letra que exalta a vida ribeirinha e a paisagem natural: "Vamos remar, vamos remar. Vou chegar naquela praia e apreciar o luar". Na introdução, a flauta de Fred William é um convite ao mergulho no rio, mas a percussão de Rafael Barros e o banjo de Marcelino Santos acordam para o ritmo do carimbó.

Nazaré Pereira canta as raízes amazônicas (Estúdio Tereza e Aryanne)

Já em "Carimbó Sentimental", parceria com Nego Nelson, nova descrição apaixonada pela paisagem amazônica em ritmo mais lento, na qual se sobressaem os violões de Nego acompanhado de violinos, viola e violoncelo, baixo e percussão. "O amor para dividir, dançar carimbó, ver você sorrir. Venha pra junto de mim com seu natural dançar carimbó, bem sentimental", diz a letra.

O lundu "Terra Morena", de Nazaré com Marcos Quinan, inicia com a declamação de um poema. "Bebi boca de rio, fui cantar minha herança com a força do peito da minha voz que dança. Danço dança de cuia bebendo açaí, mas sentindo saudade da terra morena do meu Xapuri", diz a letra. A música tem a participação de Sammliz. O diferencial nesse álbum é o pop "Matuto Ligado", de Ney Veras e Jorge Krunk, traz letra acelerada que tem tudo para conquistar o público jovem.

O acordeon de Bruno Fernandes se destaca, integrando-se às guitarras de Chermont e percussão de Márcio Jardim. Ainda, o álbum traz o merengue "Cajá" e o batuque "Fino Ouro", ambos de Alan Carvalho, sendo o primeiro em parceria com Ronaldo Silva; e "Nazinha Namoradeira", dela com Chermont.

Em clima de magia, "Grito Mudo", composição de Nazaré Pereira, reproduz os sons da floresta, especialmente de cigarras à noite, com efeitos eletrônicos de Léo Chermont e Rodrigo Sanches.  A música é curta, cantada como uma ladainha: "Um grito mudo na noite para quebrar esse vazio, vazio de uma floresta no coração da menina, vazio de tempestade, vazio de chuva fina".

Já no carimbó "Cachoeira do Ariri", de Nazaré e Ney Veras, a percussão, o banjo e a flauta entram em sintonia com o sinthy bass. "Dance o carimbó da cuieira no carimbó da Cachoeira do Arari", diz a letra que convida a dançar. E, em "Cruzando Bandeiras", Mário Mouzinho, Edu Filho e Júnior Soares, enaltecem o São Benedito, "O santo preto cercado de flores", em marcação ao estilo do Arraial do Pavulagem.

Música
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