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Marco André recebe Cláudio Nucci, Zé Renato e Vital Lima em live musical

Mais uma edição do projeto Live as Mãos Com Música recebe membros originais do grupo Boca Livre

Caio Oliveira

Nesta sexta-feira, 23, vai ao ar no perfil no Instagram de Marco André (@marcoandre_musicine) mais uma edição do projeto “Live as Mãos com Música”, programação que já está no calendário daqueles que apreciam a boa arte musical. Desta vez, o paraense convidou Cláudio Nucci, Zé Renato e Vital Lima, artistas com longas carreiras de sucesso no Brasil. Durante a transmissão ao vivo, os músicos irão interagir com o público e falarão da história que dividem entre si, que vai se entrelaçando ao longo de mais de trinta anos nas paradas de sucessos, desde que quando eram jovens artistas procurando espaço no cenário nacional até os dias de hoje, com carreiras consolidadas.

O anfitrião Marco André conta que a ideia de chamar esse trio de peso para a décima-segunda edição do “Live as Mãos” foi justamente por conta da relação dos três, que foram crescendo artisticamente com várias parcerias entre eles ao longo das décadas. “O Zé e o Cláudio têm trabalho juntos, foram da primeira formação do Boca Livre, têm discos juntos. O Vital é parceiro do Zé, de antes mesmo do Boca estourar”, explica o músico, reforçando que Cláudio Nucci e Zé Renato fizeram parte juntos da primeira formação do famoso grupo carioca de MPB.

“Eu confesso que quando o Marco me ligou perguntando se eu queria participar, no primeiro momento, eu fiquei até um pouco reticente, porque eu já tinha feito uma live com ele”, conta o paraense Vital Lima. “Mas ele me convenceu justamente por causa disso, Ele quer focar mais na conversa na live, descobrir coisas pitorescas, peculiares, e como nós temos essa história juntos, foi isso. O Zé é uma pessoa que eu gosto muito e o Cláudio, idem, então, estar com eles, vai ser só contentamento para mim”, comemora Vital, que já adianta uma curiosidade da relação com os outros músicos: a primeira vez que Nucci e Zé entraram em estúdio foi em 1978, para gravarem uma participação no álbum “Pastores da Noite”, trabalho dele e de Hermínio Bello de Carvalho: “Mas logo depois, eles participaram do álbum do Edu Lobo, então, já sabe”, brinca.

Apesar de muitos acharem que o álbum “Camaleão” de Edu Lobo foi o primeiro trabalho gravado em estúdio do celebrado grupo carioca, Zé Renato  confirma que ele e os parceiros estrearam mesmo no disco de Vital. “Eu, Cláudio e Vital temos várias coisas em comum. Com o Cláudio, obviamente, temos uma história bem longa de trabalhos, e com o Vital, eu tenho uma parceira com ele, que gravei no meu primeiro disco solo, além de ter participado com o Boca Livre do disco dele”, atesta Zé Renato, que no começo do ano, deixou o grupo musical após 43 anos.

Nesses entrelaços musicais, Cláudio Nucci comenta como a relação dele com todos os convidados da live marca sua carreira, com destaque para a parceria com o anfitrião. “O Marco eu conheci na década de 80. Ele me convidou para ir a Belém para fazer um show com ele. Eu não o conhecia, fizemos um trabalho no Teatro Margarida Schiwasappa, que foi super legal, super bem recebido. Aí, eu comecei a tomar contato com o trabalho do Marco André como cantor e compositor”, narra o músico natural de São Paulo, emendando para as aventuras amazônicas que viveu ao lado de Marco André.

“Depois, ele fez um chamado para mim e para o Flávio Venturini, onde nós fizemos alguns trabalhos em capitais da Amazônia. Fizemos Belém, Macapá, e fomos até Rio Branco. Fizemos também, pelo meio do percurso, Manaus e Santarém, que claro, são cidades importantes, levando a música de dois paraenses, que eram Nilson Chaves e Marco André, junto de Flávio Venturini e eu, que são artistas nacionais. Foi muito bacana esse contato”, relembra. Cláudio acaba de lançar o álbum “Direto no Coração”, que celebra seus 40 anos de carreira solo. Além de estar nas plataformas de streaming, o disco completo está disponível, de graça, no canal de Cláudio Nucci no YouTube. 

“Essa comemoração é recheada de grandes sucessos da carreira. Tem dez músicas que eu já havia gravado anteriormente, a maior parte delas tocou muito em rádio, fizeram parte de telenovelas, que são muito relevantes e eu acho que, em uma live, caem muito bem”, explica Cláudio. O amigo Zé Renato, inclusive, participa do álbum especial em duas canções: “Toada” e “A Hora e a Vez”, em mais um desses cruzamentos nas vidas musicais desse quarteto, que leva para o público o melhor dessa amizade frutífera na live de sexta.

“É um reencontro, mesmo que virtual, de pessoas que são amigas. A gente não se vê há muito tempo por conta dessa história da pandemia, e eu acho que essas lives como essa que o Marco André está fazendo, e outras que tenho participado, são uma forma da gente se manter conectado com os amigos, atualizar as coisas, saber o que cada um está fazendo. Vai ser um momento bacana, divertido, para dar uma relaxada nesse ambiente tão tenso que a gente está vivendo. Eu acho que as lives têm esse papel, de deixar a gente um pouco mais relaxado e pensar nas coisas boas da vida, que são as amizades e o trabalho”, encerra Zé Renato.

Música
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