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Mulher de cantor paraense é acusada de racismo contra percussionista Nenêm Souza

A suposta agressora se manifestou nas redes sociais na noite desta terça-feira (16)

O Liberal

O caso mais recente de racismo registrado em Belém envolveu o percussionista Nenêm Souza, que usou o seu perfil no Instagram nesta terça-feira (16), para relatar uma situação que sofreu por parte da esposa de um cantor paraense. O caso ocorreu na segunda-feira (15). Segundo o músico, a mulher fez gestos imitando um “macaco” enquanto ele estava no palco tocando e, quando foi ao banheiro, outra mulher que estava na mesma mesa que a agressora o impediu de passar.

"Hoje mais uma vez, por eu ser preto, alguém tentou me diminuir, e usar a cor da minha pele como forma de menosprezo. Acabei de chegar em casa após fazer um B.O. contra uma 'mulher' que fez gestos de 'macaco' enquanto eu estava em cima do palco tocando. Sou músico percussionista. Em um momento do show fui ao banheiro às pressas, e em uma mesa em que estava a tal pessoa com mais alguns amigos, outra mulher bloqueou a minha passagem na minha ida e volta. Enquanto eu pedia licença, a mesma me ignorava", contou ele.

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De acordo com o percussionista, houve até uma discussão que terminou em agressão física. "Após uma discussão e a mulher me dar dois tapas no peito, eu consegui passar por ela e continuei no show fazendo meu trabalho. Após isso me jogaram gelo, ao irem embora, junto com as pessoas da mesa", relatou.

Ele diz que algumas pessoas que estavam no local o apoiaram após o episódio. "ELA fez os gestos racistas, que já me deixaram desestabilizado, e ao descer do palco algumas pessoas que viram tudo se compadeceram, me apoiaram e se revoltaram com a situação toda", escreveu.

"A mulher, que é companheira de um artista/cantor de Belém, cometeu um crime! Tenho muito orgulho de ser PRETO, e não vou deixar ninguém fazer isso comigo de novo, RACISMO É CRIME. Já tomei as devidas providências, mas quero aqui deixar minha REVOLTA com essa situação!", finalizou.

Suposta agressora se manifesta nas redes sociais

Na noite desta terça-feira (16), a cirurgiã-dentista Layse Fonseca Reis, suposta agressora, usou as redes sociais para dar sua versão do que teria acontecido e informar que tudo já está sendo resolvido perante a Justiça. Ela inicia o vídeo relatando que estava em uma casa de shows, em Belém, para prestigiar a apresentação do cunhado dela. A mulher contou que estava na companhia do marido, da irmã e de um casal de amigos. “Durante o show, um rapaz da banda desceu e passou do meu lado me empurrando. Eu olhei para ele e perguntei por que ele não pedia licença, se era tão difícil ele pedir licença. Ele grosseiramente me respondeu que ele já havia pedido licença várias vezes e eu não havia saído. Com certeza, se eu houvesse escutado, eu teria saído. Quem me conhece, sabe”, contou a cirurgiã-dentista.

E continuou: “Quando esse rapaz retorna para o palco, ele me empurra novamente. Eu olhei para ele e perguntei se ele estava ficando doido. Ele começou a me xingar de bêbada e me empurrou novamente. A minha irmã que estava ao meu lado viu a situação, se meteu para me defender, como qualquer irmã faria. Deu um tapa e perguntou se ele estava ficando doido. Nisso, ele começou a se crescer, claro, viu duas mulheres, não viu ninguém por perto, começou a gritar. E um rapaz da banda viu a situação, se aproximou, se desculpou, ali se resolveu a situação e nós viemos embora”, relatou a suposta agressora. Ainda segundo ela, a publicação do percussionista Nenêm Souza “é sem pé, nem cabeça”. “Uma história que nunca existiu”, disse ela.

“A nossa consciência está limpa. Eu só estou falando porque, realmente, é absurda a acusação que esse rapaz está fazendo. Ele só tem que lembrar de uma coisa: que a gente precisa de provas. Então, ele tem que provar o que ele está falando. É muito sério. Eu não entendi, até agora, porque ele envolveu a minha irmã numa situação, porque o problema dele foi comigo. Foi a mim que ele empurrou, foi a mim que ele xingou. Então, eu não sei de onde ele tirou que foram feitos gestos racistas e que houve racismo”, afirmou.

“Me dói, me chateia ver uma pessoa usar uma bandeira, uma causa tão séria, que é o racismo, para inverter a história e se beneficiar em cima disso”, disse a jovem, ao avaliar a situação.

A irmã de Layse, Laira Minely, também usou seu perfil no Instagram para se manifestar sobre o assunto. Ela escreveu: “Estou sofrendo crimes de calúnia, difamação e injúria pela divulgação leviana de fatos imputados a mim, pelos quais nunca pratiquei. Razão pela qual vou adotar todas as medidas legais para responsabilizar as ações praticadas contra a minha dignidade, minha honra, meu nome e minha imagem. A internet não é terra sem lei e todos os envolvidos com a criação e divulgação de tais notícias levianas serão responsabilizados civil e criminalmente”, publicou a criadora do conteúdo.

Cultura
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