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Mostra “Um Olhar Cotidiano” reúne obras de funcionários do Basa

Dezenove fotografias foram selecionadas. A curadoria é de Emanuel Franco. Entrada franca.

Enize Vidigal

O Espaço Cultural do Banco da Amazônia (Basa) abriu à visitação pública a mostra “Um Olhar Cotidiano”, que chega à 2a edição com 19 fotografias feitas por 11 funcionários do banco. Eles foram selecionados em um edital que buscou valorizar o potencial artístico dos colaboradores. A exposição integra as ações comemorativas pelos 80 anos do Basa, que transcorreu no último sábado, 9. A mostra tem a curadoria do artista plástico Emanuel Franco.

A 1a edição da mostra ocorreu em 2019 e, após uma pausa forçada pela pandemia, o espaço cultural reabre as portas para os talentos do banco. A 2a edição pode ser visitada até o próximo dia 19 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é franca.

O edital promoveu uma premiação interna, que apontou os três primeiros colocados: A primeira colocada foi Rosário Travassos, que é lotada na Gerência de Suporte Operacional do Basa, em Belém; a segunda colocada foi Laura Rocha Santos, da Gerência Executiva de Patrimônio e Gestão de Contratos, que também trabalha na capital paraense; e o terceiro colocado foi Melk Silvano de Oliveira, lotado na agência de Coroatá, no Maranhão. A premiação foi realizada pela Gerência de Gestão de Pessoas do banco.

Outras obras da exposição. (Divulgação)

A vencedora, Rosário Travassos, é contadora e psicóloga e trabalha há 20 anos no Basa. Ela começou a fotografar há sete anos. “A arte me atrai. O que estava possível pra mim era fazer registros fotográficos. Fiz curso, faço parte de um grupo que se reúne para estudar fotografia. É como se fosse a fotografia fosse a minha terapia. Costumo me dedicar à fotografia aos finais de semana”, define.

Ela teve duas fotografias selecionadas para a mostra, que são reflexos de imagens na água e na areia da praia de Salinas. “Era um amanhecer e achei interessante o reflexo dos bares de madeira na água. Depois a gente inverte a imagem para ficar algo abstrato e causar uma inquietação em quem for observar a imagem”, descreve. “Eu não esperava vencer porque outros colegas do banco se dedicam à fotografia. Eu já participei de outras exposição”. Na edição passada, ela obteve menção honrosa. “Gosto de registrar a paisagem e as pessoas da Amazônia”.

O curador Emanuel Franco, que também participou da seleção, comenta as imagens produzidas por Rosário: “Trazem um momento ribeirinho, praieiro. A fotógrafa fez um conteúdo visual entre a água, areia e a casa, quase uma coisa abstrata, mas é proveniente do processo (reflexo)”.

Laura Rocha ficou em 2o lugar com a imagem do prédio vizinho feita ao amanhecer. (Laura Rocha)

Já economista Laura Rocha Santos, que ficou em segundo lugar, trabalha há 21 anos no banco. Ela tem a fotografia como hobby há 20 anos. “Tenho investido em equipamento fotográfico, sempre gostei de fotografar”, conta. Ela foi selecionada com imagens do reflexo do amanhecer nas janelas espelhadas de um edifício alto. “Essas fotos foram feitas no amanhecer com vista do prédio onde eu moro. Era noite de lua cheia. Esperei amanhecer e fotografei a lua saindo e o reflexo do sol nascendo”, descreve Laura, que teve três imagens dessa sequência selecionadas para a exposição. Nas imagens, o reflexo do nascer do sol parece “incendiar” as janelas do edifício.

“Eu fotografo de tudo um pouco, como paisagens e animais”, completa. Na primeira edição do “Um Olhar Cotidiano”, ela teve fotografias selecionadas, mas não chegou a ser premiada. “Esse é o segundo concurso que participo. Não sou profissional, sou amadora”.

Ambiente da mostra 'Um Olhar Cotidiano'. (Divulgação)

“O projeto é super significante porque consegue valorizar os empregados do banco, mas como o viés artístico que cada um oferece”, destaca Emanuel Franco. “Os funcionários se inscreveram com fotografias, desenhos, pinturas etc. Selecionamos 19 fotografias. O nome da exposição é justamente porque essas imagens passeiam sobre dois segmentos: o olhar urbano e o olhar rural. Essa é a minha interpretação, e que o público também pode conferir. A gente tem imagens extremamente significativas, apesar de não terem sido feitas por profissionais”, observa.

A premiação foi realizada pela Gerência de Gestão de Pessoas do Basa. O coordenador de Qualidade de Vida e Endomarketing da instituição, Pablo Nahmias, comenta: “O que é mais importante é ser um projeto interno que valoriza o nosso colaborador, apresentando o olhar artístico dele, que não é algo que tem uma relação direta com as tarefas bancárias, é no que a gente tem investido e escolhemos esse momento da celebração dos 80 anos do banco para isso”.

Agende-se:  

Exposição “Um Olhar Cotidiano”

Visitação: aberta de segunda a sexta-feira, até 19 de agosto

Hora: Das 9 às 17h

Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800, Campina)

 

Cultura
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