Mostra comemorativa celebra a história da galeria "Theodoro Braga"

Exposição reúne obras de 29 artistas no aniversário de 42 anos do espaço, que foi ampliado

Vito Gemaque

A galeria pública de arte contemporânea mais antiga do Pará – a Thedoro Braga - celebra o aniversário de 42 anos de história com a expansão do espaço e abertura da exposição coletiva “Diálogos no Tempo – uma conversa de acervo”. As obras expostas pertencentes ao acervo da galeria foram adquiridas desde a sua fundação.

A mostra está aberta à visitação a partir desta terça-feira, 19, até o dia 26 de abril, com entrada franca. O espaço, localizado no subsolo da sede da Fundação Cultural do Pará (FCP), antigo Centur, foi fundado no dia 15 de março e se transformou em um dos locais mais importantes para artistas plásticos paraenses. Com 42 anos de vida, sendo 33 na FCP, o espaço foi planejado para receber grandes e importantes exibições artísticas.

A galeria abre após a reforma que ampliou as salas dedicadas à arte. A mostra comemorativa enfatiza justamente a história da galeria, com obras de 29 artistas, propondo uma conversa simbólica entre gerações passadas e atual. A ideia é contemplar as produções marcantes de icônicos artistas plásticos paraenses e algumas obras mais recentes, possibilitando ao público perceber os caminhos evolutivos – além de trazer ao salão alguns destaques contemporâneos das artes visuais.

"Reinos Místicos" é uma das obras que integram o acervo da galeria Theodoro Braga (Renata Aguiar/Divulgação)

Uma das gerentes da galeria, Eliane Moura, explica que a reformulação veio atender novas demandas dos artistas e do público. “Com a reforma, a galeria ganhou um novo salão e um novo acesso, além de novas salas de armazenamento de materiais e equipamentos técnicos novo espaço de acervo”, conta. “Na reabertura, também mostraremos nossas últimas aquisições em matéria de obras de arte”, informou.

Entre as obras selecionadas para a exposição comemorativa estão fotografias, pinturas, desenhos, gravuras e instalações. Entrre os 29 artistas reunidos, há nomes consagrados – como PP Condurú, Walda Marques e Carlos Vera Cruz – e figuras mais jovens de destaque na cena artística, como Renata Aguiar e Melissa Barbery.

A exposição ainda contará com obras mais recentes de cinco artistas, que nunca foram exibidas na Theodoro Braga, que são Sérgio Neiva, Michel Pinho, Eliene Tenório, Ruma e Orlando Maneschy. “Convidamos alguns dos artistas que têm obras no nosso acervo para mostrar um pouco da sua produção atual fazendo este diálogo. São artistas que entraram para o nosso acervo nos anos 90 e 2000”, explica Eliane.

Ruma é um dos artistas que expõem na mostra comemorativa da Galeria Theodoro Braga (Divulgação)

O artista Ruma terá duas obras presentes na exposição. A primeira é “Devassos Pintados no Paraíso”, feita nos anos 2000 e que faz parte do acervo da Theodoro Braga, e a mais recente “Apóstolo Felipe”, de 2013, pela primeira vez exposta na galeria.

Para ele, o espaço é fundamental para os artistas paraenses. “A galeria Theodoro Braga na minha vida foi um referencial e ponto de escoamento, já participei de vários editais individuais e coletivos. Comecei na década de 80, não tenho certeza do ano especificamente. A galeria era originalmente do Theatro da Paz, mas se resolveu ficar somente com os espetáculos no Theatro e foi quando se fundou o Centur”, relembra.

De acordo com o artista, a galeria foi criada no Centur após pressão dos artistas, quando a atual sede da Fundação Cultural do Pará (FCP) foi inaugurada, na década de 80. Os artistas reclamavam que havia espaços dedicados a todas as artes, como a literatura com a biblioteca Arthur Vianna; o cinema com o Cine Líbero Luxardo; o teatro, com o Margarida Schivasappa, menos às artes plásticas, foi o momento em que se decidiu criar a Galeria Theodoro Braga.

Obra da série "Entre Luz e Escuridão", de Paulo Giordano (Paulo Giordano)

Após vários anos restrita a um espaço pequeno no subsolo do Centur, pressionada entre estacionamento e a central de ar-condicionado antiga, a Theodoro Braga foi ampliada no ano passado, abrindo novas salas. “Cresceu muito e podemos receber exposições muito maiores com obras que precisam de espaço. O pessoal aqui poderá fazer exposições que antes precisava dirigir para outro lugar, com a nova galeria tem muito mais possibilidades”, comemorou Ruma.

Até o final deste semestre a Theodoro Braga estará com exposições organizadas pela galeria. A partir do início do segundo semestre devem ser abertas pautas externas que serão selecionados por meio de edital. A Galeria tem entrada franca e recebe estudantes da escola pública para visitação guiada.

Agende-se:

Exposição “Diálogos no tempo – uma conversa de acervo”
Visitação: de 19 de março a 26 de abril de 2019, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Galeria Theodoro Braga – Fundação Cultural do Pará (antigo Centur): Avenida Gentil Bittencourt, 650
Entrada franca

Cultura
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