Exclusivo: Viviane Araújo analisa enredo sobre a Amazônia e fala de rotina com o filho
Em papo exclusivo, a Rainha de Bateria fala sobre a diminuição das cobranças estéticas após o nascimento do filho, celebra sua história na avenida e comemora a troca cultural no Carnaval
A seis meses do Carnaval 2027, Viviane Araújo reafirma seu status como uma das maiores referências do espetáculo. Com mais de três décadas de trajetória na folia, a musa estreou na Marquês de Sapucaí em 1995, quando defendeu as cores da Beija-Flor pela primeira vez.
Por falar na escola de samba de Nilópolis, este ano a agremiação leva para a avenida o enredo “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, em homenagem à vida da escritora, ambientalista e pajé marajoara Zeneida Lima, resgatando a ancestralidade da Região Norte e a defesa da Amazônia.
“O Carnaval tem uma magia que não existe em nenhum outro lugar, ele consegue pegar uma história do Pará, lá do Norte do nosso país, e fazer o Brasil inteiro cantar e se emocionar junto na avenida. Para mim, que já tenho uma caminhada longa no samba, ver essa troca de culturas é o que dá sentido a tudo. A gente aprende sobre o povo, sobre os ritmos, sobre as tradições. É emocionante demais! Mostra como o nosso Brasil é gigante e que o samba tem espaço para abraçar todo mundo com muito orgulho”, disse Viviane em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal.
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Aos 51 anos, Viviane Araujo aponta a maternidade como sua experiência mais transformadora. Mãe de Joaquim, de 3 anos, do casamento com Guilherme Militão, a atriz reforça como a chegada do filho trouxe uma nova força emocional e um olhar mais profundo sobre o amor e a vulnerabilidade.
“A chegada do Joaquim virou minha vida de cabeça para baixo no melhor sentido possível! Antes, meu tempo era todo focado no trabalho, nos treinos e na preparação. Hoje, o Joaquim é o dono da minha rotina. A gente aprende a fazer milagre com o tempo, sabe? É um malabarismo para dar conta de ensaio, trabalho, casa e dar toda a atenção que ele merece. E quanto ao meu corpo, olho para mim hoje com muito mais carinho e gratidão. Esse corpo gerou meu filho! Claro que eu me cuido, gosto de estar bem para cruzar a avenida e ter pique para sambar, mas a cobrança diminuiu muito. Hoje, para mim, beleza é estar com a cabeça em paz, com saúde para ver meu filho crescer”, explica.
Inseparável da história recente da Sapucaí e do Anhembi, Viviane Araújo consolidou-se como a maior referência no posto de Rainha de Bateria do Carnaval brasileiro. Ao longo de mais de três décadas de folia, a atriz e passista redefiniu a função, transformando o posto de mero destaque estético em uma posição de liderança cultural, respeito à comunidade e conexão profunda com os ritmistas.
À frente da bateria "Furiosa" do Salgueiro há mais de 15 anos e com uma trajetória igualmente marcante pela Mancha Verde, em São Paulo, Vivi destaca-se pela referencia no samba no pé, diferente de figurantes temporários da avenida, ela construiu sua reputação no chão da quadra, mantendo assiduidade nos ensaios e criando um laço direto com a comunidade.
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