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Minissérie revela como 'Brasil 70' joga luz sobre os bastidores e a rotina das famílias dos atletas

Em depoimento, Hugo Haddad e Isabela Dias analisam o impacto da trama que tira o foco exclusivo dos gramados para revelar os sacrifícios e a intimidade dos atletas de 1970

Bruna Dias Merabet
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Brasil 70: A Saga do Tri, minissérie de ficção que resgata a história do tricampeonato da Seleção Brasileira, alcançou o topo do catálogo da Netflix Brasil, figurando como a obra mais vista da plataforma no país. Impulsionada pelo clima da Copa do Mundo de 2026, a obra desperta uma forte onda de nostalgia na memória de cada brasileiro. No entanto, outro tema amplamente debatido na atualidade acabou sendo retratado sob uma ótica de época na minissérie: o universo das WAGs (termo utilizado para se referir às esposas e namoradas de jogadores de futebol).

Na trama de 1970, Marlene Venerando (vivida por Isabela Dias), esposa do goleiro Félix (interpretado por Hugo Haddad), também enfrenta as complexidades que esse tipo de relacionamento exige, precisando lidar com a longa ausência do marido e os desafios da rotina solo com a filha.

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“Tem sido muito bonito perceber que a série está despertando curiosidade sobre personagens que acabaram ficando um pouco escondidos pela própria grandeza daquela seleção. Muita gente conhece o Pelé, o Tostão, o Rivellino, mas não conhecia a história do Félix. Tenho recebido mensagens de pessoas que foram pesquisar quem ele era depois de assistir à série, assistir às defesas e tentar entender melhor sua trajetória. Acho que esse talvez seja um dos maiores elogios que uma obra pode receber: quando ela continua provocando interesse depois que o último episódio termina. Também me chama atenção ver pessoas jovens se conectando com uma história que aconteceu há mais de cinquenta anos. Isso mostra que a série não fala apenas de futebol. Ela fala de pressão, reconhecimento, memória e identidade. São temas que continuam muito presentes”, avalia Hugo.

Embora Isabela e Hugo não dividam a mesma cena, os seus personagens protagonizam eventos emblemáticos ao longo da trama que ganham ainda mais relevância fora dos gramados durante a Copa do Mundo.

“São duas cenas que se passam durante duas ligações. A primeira é uma ligação que o Félix faz, já no México. Ele liga para Marlene pra falar que estava apreensivo e, logo em seguida, pede pra falar com a filha Lígia, que questiona por que as pessoas o chamam de frangueiro. Já na outra ligação, é quando o Brasil é campeão; ele sai do campo assim que o jogo acaba pra ligar pra família dizendo que conseguiu vencer e que a filha agora tem um pai campeão do mundo”, conta ela, que relembra que na época era difícil os jogadores ligarem para os familiares, mas que o Félix conseguiu.

Atualmente, os jogadores desfrutam de mais liberdade e facilidade para estarem perto de amigos e familiares durante o período do Mundial. Antes do embarque da delegação, a Granja Comary foi palco de um clima acolhedor de despedida. Durante o último treino da Seleção antes do amistoso contra o Panamá, os parentes dos atletas permaneceram em uma área reservada pela CBF na beira do campo, logo ao lado da imprensa. O ambiente era de pura festividade, marcado pela descontração e pelo movimento de crianças correndo e brincando.

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