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I Curta Xingu apresenta a produção audiovisual regional

Quinze curtas-metragens concorrem a prêmios em três categorias.

Enize Vidigal

O I Curta Xingu inicia nesta sexta-feira, 24, e continua no sábado, 25, com a competição de 15 filmes curtas-metragens produzidos por cineastas de dez municípios situados nas áreas do médio e baixo Xingu, no Oeste do Pará. O primeiro festival de cinema da região busca estimular e valorizar a produção audiovisual local, inclusive, das populações tradicionais (ribeirinhos, indígenas e quilombolas). O evento acontece em Altamira, na Casa da Memória.

O objetivo do Curta Xingu é incentivar a cultura por meio do audiovisual, integrando as múltiplas linguagens dos povos da região com foco na floresta em pé e valorizando os saberes populares e respeitando a diversidade. Os municípios participantes são: Placas, Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Pacajá, Anapu, Altamira, Vitória, Senador e Rurólis.

Os filmes selecionados estão disponíveis para visualização aqui.

A jornalista e cineasta Val Araújo, coordenadora e idealizadora do evento, conta que o Curta Xingu foi precedido de um circuito de oficinas que percorreu oito municípios da região durante o mês de maio para ensinar noções de roteiro, direção, produção e edição com o uso do celular.

Val Araújo ministrando oficina a alunos de escolas. (Divulgação)

 

“Aqui não tem curso de comunicação social, não tem formação em cinema. Fizemos oficinas em escolas públicas de ensino médio, faculdades e universidades de 8 municípios para fomentar a produção”, explica Val.

Ainda no final de maio, foram abertas as inscrições para o festival de cinema, que contou com 123 inscritos. Desses, 15 filmes foram selecionados pela equipe de curadores, formada pela cineasta Zienhe Castro, do Festival Amazônia Doc, de Belém; Raphael Ribeiro, do Festival Cine Alter, de Santarém; Juraci Junior, do Festival Águas Que Me Tocam, de Rondônia; e o jornalista e produtor audiovisual Fábio Barbosa.

“O Curta promoveu a integração dos povos do Xingu e o intercâmbio dos festivais da Amazônia. Os curadores se surpreenderam com as produções inscritas no festival. A produção de filmes com o celular é algo cotidiano para os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas”.

Estudantes aprendendo a fazer cinema no celular. (Divulgação)

Categorias 

As produções concorrentes estão divididas em três categorias: “Urucum”, que reúne produções sobre diversidade de gênero; “Genipapo”, voltada aos povos originais da Floresta do Xingu; e “Seringa”, com filmes sobre meio ambiente. O público pôde votar nas produções favoritas, pela internet.

A votação já foi encerrada e os três mais votados de cada categoria receberão o troféu Idayuá, além de prêmios em dinheiro nos valores de R$ 1 mil para os 1º colocados, R$ 800 para os segundos colocados e R$ 500 para os terceiros colocados.

Programação

Nesta sexta-feira, 24, acontece a abertura do I Curta Xingu, às 19h, com o Ritual de Bênçãos dos indígenas Parakanã, seguido de show musical.

No sábado, 25, a programação inicia às 8h com o plantio de mudas de árvores frutíferas, seguida de roda de conversa com os “Mororôs”, como são chamados os velhos sábios do Xingu, e roda de bioeconomia, ambos às 9h, e palestra sobre Cinema Negro na Amazônia com a cineasta Joyce Cursino, às 10h.

À partir das 14h, terá rodas de cinema sobre direção com Zienhe Castro; produção com Fábio Barbosa; roteiro com o jornalista e escritor Rômulo D’Castro; e edição com o produtor cultural Evair Almeida.

Às 19h, inicia a exibição e a premiação dos filmes vencedores, seguida da ceimônia e encerramento e show de rap e carimbó.

Cinema
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