Charles Chaplin completa 130 anos

Um dos artistas mais amados do Século XX, faleceu em 1977, mas se eternizou no cinema

Com informações da Agência Estado

Nesta terça-feira, 16, completam-se 130 anos do nascimento de Charles Spencer Chaplin. Nascido em Londres, de uma família de artistas, ele emigrou para os Estados Unidos e se tornou uma das estrelas mais conhecidas e amadas do século 20, com multi talentos de cineasta, comediante e ator. Chaplin criou o personagem emblemático Carlitos, no ano de 1914, com o qual eternizou-se na cultura mundial ainda nos primeiros anos do cinema.

Chaplin faleceu no no natal de 1977, somente cinco anos após ter recebido o Oscar.

Entre os grandes filmes estrelados por ele e que ainda inspiram e divertem gerações estão "Tempos Modernos", "O Grande Ditador", "Em Busca do Ouro", "O Circo", "Um Dia Bem Passado", "Luzes da Cidade", "Idílio Campestre", "Dia de Pagamento" e "Luzes da Ribalta".

Assista "Tempos Modernos":

Chaplin criou Carlitos integrado à estética do cinema mudo, quando os filmes eram projetados em 16 quadros por segundo. Mais tarde, com o advento do som, a necessidade de adequação com a imagem fez com que os filmes passassem a 24 quadros por segundo, o que exigiu uma adaptação na estética "chapliniana".

Nos filmes mudos, o movimento era acelerado e Chaplin criou o personagem vagabundo, que usa bengala, chapéu-coco e sapatos imensos furados, como um malabarista diante da vida. Chaplin, o cineasta, resistiu ao som. Fez, no sonoro, filmes mudos com música (Luzes da Cidade) e com diálogos nonsense (Tempos Modernos). 

Confira como Charles Chaplin ficou emocionado ao receber o Oscar em 1972:

Quando incorporou a palavra, criou o discurso final do barbeiro judeu que, em O Grande Ditador, se fez passar pelo ditador inspirado em Hitler. Um discurso humanista, que prega os ideais pelo fim da guerra, o respeito por todos e o trabalho para todos com liberdade, igualdade e fraternidade. Chaplin foi considerado comunista e, em pleno macarthismo, exilou-se. Foi viver na Suíça. Voltou a Hollywood somente em 1972, quando recebeu o Oscar pela trilha de Luzes da Ribalta, que estreara somente naquele ano.

Em 2002, uma distribuidora lançou a versão digitalizada de O Grande Ditador, levando os críticos ao delírio, mas as vendas ficaram além do esperado. 

Assista O Grande Ditador:

À primeira vista, o cinema de Chaplin pode parecer ultrapassado para o público mais jovem, mas não é. Carlitos segue como um símbolo de resistência. Assistindo os filmes dele ainda se pode rir muito e também refletir sobre a vida, as relações humanas e a sociedade. Chaplin fez avançar a linguagem do cinema com seus experimentos.

 

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