Longa 'A Vida Invisível' tem pré-estreia na capital paraense

Filme brasileiro indicado para disputar o Oscar retrata toda uma geração de mulheres nascidas na primeira metade do século 20

Redação Integrada

O filme "A Vida Invisível", indicado brasileiro para disputar o Oscar, tem pré-estreia nesta sexta-feira, em Belém, com sessões no Cinépolis Boulevard 1 (2D), às 22h30, também no sábado.

Baseado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, o longa retrata toda uma geração de mulheres nascidas na primeira metade do século 20, disse o diretor do longa, Karim Aïnouz. Entre essas mulheres, está a própria mãe do diretor, que morreu poucos dias antes que ele lesse os originais ainda não publicados à época do romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha.

Naquela ocasião, em 2015, Aïnouz conta que tinha escrito uma carta para parentes e amigos íntimos antes do velório de sua mãe. “Era muito importante que eu contasse pelo que ela passou, como ela conseguiu me criar sozinha, sendo o arrimo de família, o que ela tinha feito na trajetória profissional dela”, lembro.

Poucos dias depois, ao ler o livro enviado pela produtora que o havia convidado para dirigir a adaptação da obra para o cinema, Aïnouz disse que viu várias semelhanças entre as histórias. “De alguma maneira eu me senti contemplado quando eu li o manuscrito porque era muito do que eu tinha escrito sobre a trajetória da minha mãe, que faria 90 anos no mês de dezembro”, disse ao lembrar que sua mãe nasceu no mesmo ano da estrela do filme, Fernanda Montenegro (1929). “O que eu tinha escrito sobre a minha [mãe] era um pouco o que a Marta escrevia sobre as mulheres da geração da minha mãe”, acrescentou.

Cinema
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