TJ-RJ nega habeas corpus a Marcius Melhem e mantém processo por assédio sexual
Das oito mulheres que o acusaram inicialmente, o processo atual reduziu-se a apenas um caso remanescente em discussão
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o pedido de habeas corpus da defesa de Marcius Melhem. O recurso tentava paralisar o processo por assédio sexual contra o ex-diretor de humor da Rede Globo. Com a decisão, o julgamento deve prosseguir, a menos que novos recursos sejam apresentados.
Das oito mulheres que o acusaram inicialmente, incluindo a atriz Dani Calabresa, apenas um caso continua em discussão nos tribunais.
O caso se baseia em um inquérito de mais de 2.400 páginas que levou Melhem a se tornar réu em agosto de 2023, após denúncias de três das supostas vítimas. Antes de o caso ser judicializado, a Globo realizou um compliance interno e, posteriormente, informou à Justiça que o assédio não foi comprovado.
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A acusação veio a público em outubro de 2020, em entrevista da advogada Mayra Cotta à Folha de S.Paulo. Na ocasião, a defesa das mulheres afirmou que não pretendia levar o caso aos tribunais; o primeiro a acionar a Justiça foi o próprio Melhem, buscando reparação pelos danos à sua carreira e vida pessoal.
Como estratégia de defesa, o ex-diretor utilizou mensagens, áudios, fotos e vídeos guardados em seu celular para alegar que algumas relações eram consensuais e outras sequer ocorreram. Além disso, Melhem criou um canal no YouTube para apontar inconsistências na acusação e criticar a cobertura da imprensa. O canal, que já conta com mais de 300 vídeos, permanece no ar apesar das tentativas judiciais da acusação para derrubá-lo.
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