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De morador de rua a global: conheça a história de Manoel Soares, do Encontro

Trajetória do apresentador teve muita luta, e hoje, ele trata com sensibilidade o público

Bruna Dias

Manoel Soares, 43 anos, vem conquistando ao longo dos anos um público fiel e uma legião de fãs. O jornalista e escritor é ativista social e co-fundador da Central Única das Favelas (CUFA). De morador de rua a global, ele sempre emociona o público com a sua vivência. No Podpah do Criança Esperança, Manoel Soares contou um pouco da sua vida, além de histórias inéditas. Mítico e Igão bateram um papo emocionante com o apresentador.

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Com uma infância difícil, o pai de Manoel era chefe do tráfico, sua mãe era escravizada e serviu como iniciação sexual de criminosos. O apresentador foi criado pela mãe em Salvador, mas em 1988 eles deixaram o local e foram para São Paulo, deixando a rotina violenta para trás.

Manoel contou a Mítico e Igão que foi morador de rua. Em 1997, ele se mudou para para o Rio Grande do Sul e permaneceu por lá até 2016. Dos 19 para os 20 anos, ele morou na rua. “Por volta de 1999, o emprego que a gente recebeu caiu, a gente ficou sem nada. Meu irmão, que tinha ido junto comigo, voltou e eu virei morador de rua. Tinha 19 para 20 anos. Na zona norte de Porto Alegre tinha um viaduto e comecei a dormir ali. Deitava ali umas 11 horas da noite, 5 horas da manhã os caminhões já começavam a roncar, você já levantava e dava uma ajeitada. Fiquei uns quatro meses nessa pele”, explicou.

Pai de seis filhos, a sensibilidade com que ele conduz discussões e “correções” tem chamado atenção. Com cuidado e zelo, Manoel tem se destacado por essa boa prática, e mais que isso, tem ensinado muito no meio do caos.

Um fato que chamou bastante atenção do público foi o abraço que Manoel Soares deu em uma mulher que estava na plateia do Encontro.  Dirce se identificou com uma história que estava sendo contada ao vivo e chorou. O apresentador sensível e atento, foi abraçar a visitante e questioná-la: "É uma pergunta óbvia, mas preciso fazer. Por que você está chorando?". "Comecei a lembrar de tudo que passei até hoje. Muito preconceito, racismo", respondeu ela.

Isso não significa que Manoel não erre. Na própria entrevista do PodPah, ele não usou o pronome certo para travesti, se corrigiu no seu perfil no Instagram e ainda deixou um alerta ao público: “Para sempre lembrar: é AS TRAVESTIS. Prometo ficar mais atento”.

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