Acessar
Alterar Senha
Cadastro Novo

'Amazina, poemas da chuva' da escritora Marcilene da Costa revela poética decolonial na Amazônia

A autora mora no Canadá, mas voltou a Santa Izabel para o lançamento do livro na Sede da Academia Izabelense de Letras, no Colégio Antônio Lemos

Emanuele Corrêa

A antropóloga e escritora, Marcilene da Costa, mora atualmente em Montreal, no Canadá, mas voltou à sua cidade natal, Santa Izabel do Pará, para lançar o novo livro: "Amazina, poemas de chuva". A obra dialoga com as histórias orais da Amazônia e revela uma poética decolonial, que registra os modos de existência das populações periféricas da Amazônia brasileira. O livro foi lançado nesta quarta-feira (15), na Sede da Academia Izabelense de Letras, no Colégio Antônio Lemos.

A escritora conta no que consiste a técnica "Amazina" ou "Kasàlà" de Jean Kabuta. A técnica de origem africana é utilizada para contar pequenos eventos conectados ao corpo, memórias e espaços geográficos afetivos, em busca de celebrar a vida sutil que habita cada ser humano, conta, explicando como materializa em seus poemas. E, também, a técnica do "estranhamento", além das histórias que cresceu ouvindo no contexto familiar.

"Minhas inspirações são as histórias orais da Amazônia, principalmente as que minha mãe contava para mim e meus irmãos antes da gente dormir. As histórias que conto nos poemas muitas vezes nascem nos diálogos e interações que tenho com pessoas no meu dia a dia. Além de me inspirar da técnica poética Kasàlà (Amazina), eu me inspiro também em uma técnica da antropologia conhecida como 'estranhamento' que consiste em observar nosso cotidiano com um olhar novo", destacou.

Marcilene deseja que o público consuma a sua obra e diz que podem esperar uma escrita decolonial - que em linhas gerais significa romper e desconstruir os padrões e narrativas impostas, que colocam historicamente indivíduos e populações no lugar subalterno - e uma Amazônia presente. "O público pode esperar uma escrita descomplicada sobre assuntos sociais muito complexos como: feminicídio, racismo e histórias da Amazônia. A Amazônia é o pano de fundo do livro e também uma das personagens mais presentes nos poemas, é o espaço geográfico afetivo no qual trabalho", declarou.

A escritora destaca que gosta de brincar com as palavras e, o processo criativo, começa no papel. O último passo vai para o computador. "Não consigo escrever poemas diretamente no computador. Escrevo primeiro os rascunhos e ideias dos poemas, em cadernos que tenho espalhados pela casa. Depois de reescrituras e revisões dos versos que repasso para o computador. Em momentos de desespero, escrevo no celular quando não quero perder uma ideia", finalizou.

 

Serviço 

Livro: Amazina, poemas de chuva

Onde encontrar: Editora Folheando

Valor: R$ 37,00

Palavras-chave

Cultura
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM CULTURA

MAIS LIDAS EM CULTURA