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Marco Antônio Moreira

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Doutor em Artes pelo PPGARTES/UFPA; Mestre em Artes pela UFPA. Professor de Cinema em várias instituições de ensino, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

Cinema paraense em destaque

Marco Antonio Moreira
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A premiação do filme paraense Boiuna (foto) de Adriana de Faria, no Festival de Gramado, foi uma grande notícia para o audiovisual paraense. O talento e a dedicação de vários profissionais que fazem o cinema no estado, de certo modo, foram reconhecidos por meio dos prêmios conquistados por Boiuna, vencedor nas categorias de Melhor Direção, Melhor Atriz (Naieme e Jhanyffer Santos) e Melhor Fotografia (Thiago Pelaes). A diretora Adriana de Faria já havia demonstrado sua capacidade artística no curta Cabana (2022), realizado com limitações orçamentárias, mas sem limites criativos. Esse filme foi considerado uma das melhores produções paraenses daquele ano.

A partir dos prêmios desse curta-metragem em um festival tradicional e reconhecido como Gramado, espero que Adriana e outros profissionais paraenses tenham mais reconhecimento artístico, tanto nacional quanto internacionalmente. No entanto, é necessário entender que, assim como todos os filmes são feitos para serem assistidos, a mesma lógica se aplica às produções paraenses. Infelizmente, muitas vezes, nossos filmes não recebem a devida atenção do público local.

Será que ainda precisaremos, por muito mais tempo, depender do reconhecimento externo, como prêmios em festivais, para valorizar o talento de quem faz cinema em nosso estado? Espero que não. Celebrar os prêmios de qualquer filme paraense é maravilhoso, mas entendo que essa celebração deve ser constante, de modo que toda a produção audiovisual do Pará possa ser assistida, debatida e valorizada pelo público.

Afinal, como já escrevi em outros textos, todo filme é feito para ser assistido. Espero que o público paraense fortaleça seus vínculos com o cinema do nosso estado e tenha satisfação em valorizar todos aqueles que constroem, com esforço e paixão, uma bela trajetória para o cinema paraense.

Parabéns a Adriana de Faria e a toda a equipe de Boiuna!

Terence Stamp

O primeiro filme que assisti com o excelente ator Terence Stamp foi O Colecionador (1965) (foto), de William Wyler. Fiquei impressionado com a força de sua atuação no papel de um homem solitário que, obcecado por uma mulher, a sequestra e a aprisiona no porão de sua casa para tentar criar um vínculo afetivo.

Em Teorema, de Pier Paolo Pasolini, Stamp novamente brilhou em uma atuação histórica, interpretando um personagem que encanta e seduz uma família de diferentes maneiras, transformando-a de forma definitiva. Este filme transgressor e provocador de Pasolini ganhou ainda mais intensidade graças ao talento de Stamp.

Outros filmes também marcaram minha memória cinéfila com Terence Stamp, como The Hit, Priscilla – A Rainha do Deserto e Superman. Stamp era um ator brilhante, capaz de interpretar seus personagens com intensidade singular. Conheça seus filmes.

Obrigado, Terence Stamp!

Roda de Cinema

No dia 27/8, foi realizada, na Casa das Artes, a Roda de Cinema sobre o Cinema Negro, com minha participação e da professora Lívia Moura. Ótimas reflexões e opiniões sobre o cinema negro nacional e internacional geraram intensa participação do público. Agradeço à direção e equipe da Casa das Artes, à excelente participação de Lívia Moura e ao público presente em mais uma ação de cultura cinematográfica promovida pelo Centro de Estudos Cinematográficos (CEC).

Dicas da Semana

Mostra Ingmar Bergman. Homenagem a um dos maiores diretores da história do cinema. Dia 2/9 - A Hora do Lobo (1967). Com Max Von Sydow, Liv Ullman, Ingrid Thuli. Dia 9/9 - Vergonha (1968). Com Liv Ullman, Max Von Sydow. Dia 16/9 - O Rosto (1955). Com Max Von Sydow. Dia 23/9 - Sonata de Outono (1978). Com Liv Ullman, Ingrid Bergman (Cineclube SINDMEPA. Horário: 19h. Entrada gratuita)

O Último Azul de Gabriel Mascaro. Com Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Miriam Socarrás. Uma mulher de 77 anos, que viveu toda a sua vida em uma pequena cidade industrializada na Amazônia, recebe uma ordem oficial do governo para se mudar para uma colônia de moradias para idosos. Vencedor do prêmio Urso de Prata no Festival de Berlim (Cine Líbero Luxardo).

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