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Marco Antônio Moreira

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Mestre e Doutor em Artes (PPGARTES) pela UFPA, professor do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

A Odisseia nos cinemas

Marco Antonio Moreira
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Christopher Nolan é um dos diretores mais conhecidos do cinema contemporâneo. Seus filmes provocam intensos debates, ampliados de forma interessante e, muitas vezes, polêmica, especialmente nas redes sociais. Responsável por grandes sucessos de bilheteria e de crítica, como a trilogia Batman, Interestelar e Oppenheimer (vencedor de diversos Oscars), cada novo trabalho de Nolan transforma-se em um verdadeiro evento cinematográfico. Afinal, ele é um dos poucos diretores que consegue equilibrar o cinema comercial e o cinema de autor, mantendo relevância tanto na indústria cinematográfica quanto entre críticos e estudiosos.

Depois do expressivo sucesso de Oppenheimer, Nolan retorna com A Odisseia (foto), grande estreia desta semana nos cinemas mundiais, uma aventura épica baseada no célebre poema de Homero. A história acompanha o herói Odisseu (também conhecido como Ulisses) em sua perigosa jornada de dez anos para retornar ao reino de Ítaca após a Guerra de Troia. Escrita por volta do final do século VIII a.C. (cerca de 750 a.C.), A Odisseia permaneceu durante muito tempo na tradição oral antes de ser registrada por escrito. Durante séculos, os aedos (poetas e cantores da Grécia Antiga) memorizavam seus versos e os recitavam em festas e celebrações.

O novo filme de Nolan reúne um elenco estrelado, com atores que protagonizaram grandes sucessos de bilheteria nos últimos anos, entre eles Matt Damon, Tom Holland e Anne Hathaway. Com 2 horas e 52 minutos de duração, A Odisseia merece ser vista em uma sala de cinema, especialmente por ter sido o primeiro longa-metragem rodado inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm. O orçamento da produção foi de aproximadamente 250 milhões de dólares.

Assista a A Odisseia e participe dos debates que essa nova obra de Christopher Nolan certamente despertará entre cinéfilos e apaixonados pelo cinema!

Mel Brooks

Mel Brooks completou 100 anos no dia 28 de junho deste ano. Ator, comediante, diretor de cinema, compositor e dramaturgo norte-americano, Brooks é uma referência obrigatória do cinema, especialmente no gênero da comédia. Seus filmes hilários conquistaram gerações de fãs com clássicos como A Última Loucura de Mel Brooks (1976), Alta Ansiedade (1977) e A História do Mundo – Parte 1 (1981).

Meu filme preferido de Brooks como diretor é O Jovem Frankenstein (1974), que reuniu um excelente elenco formado por Gene Wilder, Teri Garr, Marty Feldman, Madeline Kahn e Peter Boyle em uma releitura cômica, inteligente e afetuosa da clássica história de Frankenstein. Como produtor, Brooks criou uma empresa para financiar filmes de outros gêneros e, nessa iniciativa, produziu o extraordinário O Homem Elefante (1980), dirigido por David Lynch. Parabéns, Mel Brooks, pelos seus 100 anos!

Estreias

Um Triste e Belo Mundo, de Cyril Aris, é uma das estreias da semana nos cinemas. O filme acompanha, ao longo de três décadas, a intensa história de amor entre Nino e Yasmina, marcada por paixão, desilusão e esperança. Diante do dilema entre o amor e a sobrevivência, o casal precisa decidir se vale a pena construir uma família e buscar a felicidade no Líbano, apesar das tragédias que atingem o país. Vencedor do Prêmio do Público na Jornada dos Autores do Festival de Veneza, o longa vem sendo amplamente elogiado pela crítica nacional e internacional.

Um Triste e Belo Mundo é uma coprodução internacional, tendo o Líbano como o principal país de origem. O longa também conta com a participação de produção dos Estados Unidos, Alemanha, Arábia Saudita e Catar. Vale a pena conferir no Cine Líbero Luxardo!

Ator

Sam Neill foi um grande ator que brilhou em diversos filmes, conferindo dignidade, força e humanidade aos seus personagens. Mas, entre tantas obras, inevitavelmente sempre me lembrarei de sua histórica interpretação em Possessão (1981), de Andrzej Żuławski. Nesse filme, ao lado de Isabelle Adjani, Sam Neill demonstra a força de seu talento de maneira sublime, intensa e inesquecível.

Assistir a Possessão é um verdadeiro desafio cinéfilo diante de uma obra-prima atemporal. Certamente, uma das razões que tornam esse filme tão especial é o extraordinário desempenho de Sam Neill e, claro, de Isabelle Adjani. Obrigado, Sam Neill!

Dicas da semana

  Mostra Saci de curta metragens Somando arte no cinema independente (Cine Alexandrino Moreira. Sessões às terças e quintas-feiras às 10h. Entrada gratuita).

O Convite de Olivia Wilde, Um Triste e Belo Mundo de Cyril Aris, Quinze Dias de Daniel Lieff (Cine Líbero Luxardo).

Suave é a noite de Henry King. Com Jennifer Jones, Jason Robards, Joan Fontaine. Internada em uma clínica psiquiátrica na Suíça, a milionária americana Nicole Warren se recupera de seus problemas com a ajuda de um psiquiatra. (Cineclube SINDMEPA. Dia 14 de julho. Horário: 19h. Entrada gratuita)

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