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VÍDEO: fungo que inspirou The Last of Us é registrado em aranha gigante na Amazônia

Imagens do cordyceps em aranha gigante viralizam e chamam atenção nas redes sociais

Hannah Franco
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Imagens de uma tarântula infectada por um fungo parasita na Amazônia chamaram a atenção nas redes sociais e passaram a ser comparadas ao fungo fictício retratado no jogo The Last of Us. O registro foi feito durante uma atividade científica e compartilhado pelo pesquisador Ricardo Drechsler-Santos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O fungo identificado é o Cordyceps caloceroides, que parasita a espécie Theraphosa blondii, considerada uma das maiores aranhas do mundo. O exemplar foi encontrado durante atividades do Tropical Mycology Field Course, realizado na Reserva Ducke, área de floresta próxima a Manaus.

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As imagens mostram o fungo se desenvolvendo para fora do corpo da aranha, rompendo o exoesqueleto e formando estruturas de coloração alaranjada. Essas formações surgem após a morte do animal e têm como função liberar esporos no ambiente, permitindo que o fungo infecte outras aranhas da mesma espécie.

A repercussão aumentou após a publicação de um vídeo pelo biólogo Henrique Charles, que comparou o caso ao fungo fictício da franquia The Last of Us, inspirado em espécies reais do gênero cordyceps, conhecidas por parasitar insetos na natureza.

Apesar da aparência incomum, especialistas reforçam que não há qualquer risco para humanos. Não existem registros científicos de infecção desse tipo de fungo em mamíferos de sangue quente, como pessoas.

Segundo Drechsler-Santos, que pesquisa fungos há mais de 20 anos, as estruturas visíveis no corpo da tarântula fazem parte do ciclo natural do organismo. Elas garantem a reprodução e a continuidade da espécie no ambiente amazônico.

“É uma tarântula, uma aranha gigante, infectada por um fungo que produz essa estrutura alaranjada, meio avermelhada. Nas extremidades estão sendo formados os esporos, que depois serão liberados para infectar outras aranhas gigantes da Amazônia”, explicou o pesquisador.

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