Varíola dos macacos: Brasil investiga quatro casos suspeitos

Doença que tem levantado um alerta mundial se assemelha à varíola humana – erradicada em 1980

Ana Carolina Matos
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O Ministério da Saúde informou, nesta terça-feira (31), que monitora três casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil. As notificações ocorreram em Santa Catarina, no Ceará e Rio Grande do Sul. A pasta destacou que, até o momento, não há casos confirmados da doença no país. Há, ainda, um quarto caso, no Mato Grosso do Sul, até o momento notificado apenas pela secretaria estadual de saúde. As informações são da Agência Brasil e da CNN.

No Ceará, segundo a Secretaria de Saúde estadual, o caso suspeito é de um residente de Fortaleza. De acordo com o órgão, estão em andamento medidas de isolamento domiciliar e coleta de material para exames. 

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No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde passou, desde segunda-feira (30), a considerar como suspeito um caso que estava em monitoramento desde sexta-feira (27). Trata-se de um homem, de Portugal, que está em viagem a Porto Alegre. Ele procurou atendimento médico no último dia 19 e, novamente, no dia 23. O paciente disse desconhecer contato com pessoas contaminadas em Portugal.

Em Santa Catarina, o caso suspeito é de uma mulher, de 27 anos, moradora da cidade de Dionísio Cerqueira, no Oeste do estado. A paciente, que apresentou sintomas no último dia 24, aguarda o resultado dos exames laboratoriais.

No Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que foi notificada pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do município de Corumbá de um caso suspeito da varíola dos macacos. O paciente é um adolescente, de 16 anos, que mora em Porto Quijarro, na Bolívia. Segundo a secretaria, o jovem procurou atendimento médico em Corumbá, onde está internado e isolado.

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O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos se assemelha à varíola humana – erradicada em 1980. A doença ocorre principalmente na África Central e Ocidental. Os casos costumam aparecer nas proximidade de florestas tropicais onde há animais que carregam o vírus. 

Entre 2018 e 2021, sete casos de varíola dos macacos foram relatados no Reino Unido, principalmente em pessoas com histórico de viagens para países endêmicos. Mas em 2022, nove casos já foram confirmados, seis deles sem relação com viagens, até o último dia 18, segundo a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês). Outros países, como Portugal e Espanha, já confirmaram casos da doença.

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Quais os sintomas da varíola dos macacos?

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados (íngua), calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora até formarem uma crosta, que depois cai.

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Como a varíola dos macacos pode ser transmitida?

De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com gotículas exaladas por alguém infectado (humano ou animal), pelo contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Por isso, pessoas infectadas precisam ficar isoladas e em observação por 21 dias.

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