‘Se nos arrependemos, é de ter saído de casa’, diz mulher que humilhou fiscal

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Redação Integrada com informações do G1

Nívea Valle Del Maestro, a mulher que aparece ao lado do marido, Leonardo Barros, humilhando um fiscal da Vigilância Sanitária, disse que não se arrepende do ato, mas de ter saído de casa no domingo, 6. “Não é arrependimento. Hoje, posso reconhecer minha alteração de voz e meu tom foi mal interpretado. Se a gente se arrepende de alguma coisa é de ter saído de casa”, afirmou em ao G1, nesta quinta-feira, 9.

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“Ele [o fiscal] respondia: ‘Cidadão, vai lá na prefeitura para ver o procedimento’. Aquilo dava a entender que ele não tinha obrigação de responder. Então, esse ‘cidadão’ se tornou algo pejorativo, não era um substantivo. Senti aquilo de uma forma agressiva. Naquele momento, eu interferi e disse que era um 'engenheiro civil formado'. Quando disse 'melhor do que você', quis dizer que ele sabe o que fazer aqui e o fiscal, não. Ele não dava provas técnicas do que estava fazendo. O que eu não quis naquele momento foi, de forma alguma, humilhar aquela pessoa. Eu nem conheço aquela pessoa. Ali, eu estava nervosa, queria defender meu marido”, contou Nívea.

Foi quando ela disse: “Cidadão, não. Engenheiro Civil formado e melhor do que você”, disse Nívea.

Mas ela defende que sua fala no vídeo ficou "fora do contexto" e que as pessoas têm o direito de questionar. "Isso nós não podemos perder. Do contrário, as pessoas vão ficar com medo de agir. Nunca vou me arrepender de questionar. Talvez eu possa reconhecer que houve um excesso que, descontextualizado, ficou ainda pior. Dentro do contexto, nem acredito que tenha acontecido tanto excesso assim. Mas, realmente, eu quando olho aquela cena fico com raiva daquela mulher. Não é possível que uma pessoa, do nada, aja daquela maneira. Mas não foi do nada. Existe um contexto, existe uma história. Existem atos antes e depois.”

Aglomeração

Já Flávio Graça, que é superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da prefeitura, disse que na noite em que foi abordado pelo casal, foi cercado por clientes que questionavam fiscais estarem filmando a aglomeração. “Assim que chegamos ao local e comprovamos a aglomeração, eu filmei a porta porque a gente sempre guarda uma imagem para qualquer tipo de questionamento. Alguns clientes se levantaram e vieram contra mim, dizendo que não autorizavam a imagem. Eu disse que não estava filmando, a imagem era só para comprovar o descumprimento da norma. Aí vieram três proprietários, dois deles bastante alterados, e os clientes também, que nos rodearam”, disse ele.

 

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