Ministros Haddad e Lewandowski pedem para sair do governo Lula

A informação foi divulgada nesta terça-feira (6)

O Liberal com informações da AE
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e Fernando Haddad, do Ministério da Fazenda, pediram para deixar o cargo no país nesta terça-feira (6). O político Lewandowski informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta em janeiro, o que se trata de mais uma entre várias baixas que o governo Lula deve ter em seu quarto ano de mandato, a meses das eleições.

Aliados do ministro diziam que ele estava cansado, com a sensação de ter feito tudo o que poderia fazer à frente do cargo, e que precisa ter mais tempo com a família, que sente a sua falta. Eles avaliaram que o último ano de mandato, em que as atenções da classe política se voltam para as eleições, é mais político e tem menor oportunidades para aprovar e implementar novos projetos.

Já o ministro Fernando Haddad também já havia avisado que pretendia deixar o cargo em fevereiro de 2026 com o propósito de ajudar na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Expressei meu desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula e isso é incompatível com a continuidade no ministério", disse o ministro a alguns jornalistas em Brasília no dia 17 de dezembro de 2025.

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Legado de Haddad e Lewandowski

O secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, deve assumir ao menos interinamente. Há previsão da saída de outros secretários até o fim do mês. Lewandowski deixa como legado iniciativas na área da segurança, mas que não chegaram a ser aprovadas por completo no Congresso Nacional.

A mais importante delas, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para fortalecer o combate à criminalidade e constitucionaliza os fundos nacionais de fomento ao setor e o Sistema Único de Segurança Pública.

O projeto foi desidratado pelo relator Mendonça Filho (União-PE), que apresentou seu relatório em dezembro com mudanças drásticas em relação ao texto original e uma espécie de mistura do PL Antifacção em tramitação no Senado. O relatório do deputado prevê brecha para reduzir a maioridade penal, endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas - na contramão do proposto por Lewandowski.

Já o ministro Haddad iniciou com pouca aprovação do mercado, mas ao longo de sua permanência no Ministério da Fazenda ele conseguiu realizar a aprovação da reforma tributária do consumo, tópico que durou durante décadas por conta de conflitos de interesse setoriais e federativos. Na área fiscal, foi aprovada ainda uma agenda de revisão de renúncias fiscais e/ou baixa tributação de empresas e pessoas muito ricas, indo de fundos no exterior ao IRPF.

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