Saiba quem deve usar máscara mesmo com o fim da obrigatoriedade
A flexibilização do uso do acessório pode deixar pessoas do grupo de risco mais expostas ao vírus

O uso de máscaras não é mais obrigatório em espaços ao ar livre em 10 municípios paraenses, além de outras localidades brasileiras. Mas, a decisão de não exigir mais das pessoas o uso do item de segurança sanitária contra a covid-19, não tem sido vista com “bons olhos” por especialistas da área da saúde. Isso porque, o não uso da máscara pode colocar grupos de risco mais expostos ao vírus. Saiba quem deve continuar utilizando a máscara mesmo com o fim da obrigatoriedade:
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Quem deve continuar usando a máscara da covid-19?
Idosos
Apesar da maioria dos idosos estarem com a cobertura vacinal em dia, estes sofrem com o que os médicos chamam de imunossenescência, ou seja, o envelhecimento do sistema imunológico. Desta forma, devem continuar usando máscaras ao sair de casa. Familiares que convivem com certa frequência com idosos também devem continuar utilizando o item de proteção.
Não vacinados
O grupo de não vacinados - pessoas que não receberam as duas doses ou estão sem a dose de reforço - estão mais vulneráveis à contaminação. Então, devem continuar usando a máscara para evitar de passar a doença, caso sejam infectados.
Crianças
As crianças, entre a idade de 5 a 11 anos, ainda são consideradas um grupo bastante vulnerável ao coronavírus por não terem uma cobertura vacinal completa. Por isso, os pequenos devem continuar usando máscaras ao irem para a escola, nos transportes públicos, em parques, entre outros lugares fechados.
Pessoas com comorbidades
Desde o início da pandemia, as pessoas com “comorbidades graves” são consideradas grupos de risco e mais vulneráveis à contaminação do vírus. Então, estes devem permanecer usando máscaras para prevenir a infecção. Veja quais são doenças consideradas como comorbidades:
- Doenças cardiovasculares;
- Insuficiência cardíaca;
- Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e hipertensão pulmonar;
- Cardiopatia hipertensiva;
- Síndromes coronarianas;
- Valvopatias;
- Miocardiopatias e Pericardiopatias;
- Doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
- Arritmias cardíacas;
- Cardiopatias congênitas no adulto;
- Pessoas com próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;
- Diabetes mellitus;
- Pneumopatias crônicas graves;
- Hipertensão arterial resistente (HAR);
- Hipertensão arterial - estágio 3;
- Hipertensão arterial - estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou;
- Doença cerebrovascular;
- Doença renal crônica;
- Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves);
- Obesidade mórbida;
- Cirrose hepática.
Pessoas imunossuprimidas
As pessoas que possuem baixa imunidade (imunossuprimidas), por questão de tratamento atual ou consequência de um antigo, devem continuar usando máscaras para não fragilizar mais ainda o sistema imunológico. Quem convive com esses pacientes também deve ter o mesmo cuidando ao não retirar a máscara em locais abertos e fechados.
Saiba quem faz parte do grupo dos imunossuprimidos:
- Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
- Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
- Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida;
- Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
- Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas;
- Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.
Profissionais que trabalham com atendimento público
Médicos, enfermeiros, fisioterapautas, nutricionistas, cobradores de ônibus, caixas de supermercados e atendentes, ou vendedores, por exemplo, devem continuar usando máscaras para proteção individual e coletiva.
(*Estagiária Amanda Martins, sob supervisão do editor executivo de OLiberal.com, Carlos Fellip)
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