Prédio de sete andares desaba em área nobre de Fortaleza

Bombeiros afirmam que deve haver entre 10 a 15 pessoas sob os escombros

Redação Integrada de O Liberal e Agências com informações do G1

Na manhã desta terça-feira (15), um prédio residencial de sete andares desabou no bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza (CE). O Corpo de Bombeiros informou que de 10 a 15 moradores estão sob os escombros, mas ainda não se sabe precisamente o total de vítimas. Ao menos nove pessoas foram resgatadas com vida, sendo uma delas uma senhora de 60 anos.

No final da tarde, os bombeiros do Ceará disseram que não havia mortos até o momento, contrariando a informação que a própria corporação divulgou mais cedo.

Eduardo Holanda, comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, confirmou que nove pessoas foram resgatadas com vida e outras nove estão desaparecidas, baseado em relatos de familiares.

O bombeiro afirmou que não há crianças entre os resgatados e desaparecidos. Ao menos um cachorro também foi resgatado.

O governador do Ceará, Camilo Santana, também informou que nenhuma morte havia sido confirmada. Não foi esclarecida a razão da divergência.

Testemunhas dizem que viram pessoas dentro do edifício, no cruzamento na rua Tibúrcio Cavalcante com rua Tomás Acioli. Logo após o incidente, moradores correram para fora do condomínio.

"Eu estava em casa. Há 30 minutos ouvi um barulho forte. Como se fosse uma batida de caminhão, coisa do tipo. Em seguida ouvi um barulho desencadeado. Eu disse: não. Caiu alguma coisa. Desabou alguma coisa. Olhei pela janela e vi poeira muito forte e gente correndo", disse Mário Ferreira, morador da região.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Romário, disse que duas viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local, além de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Dona de um estabelecimento comercial que funciona a cerca de 100 metros do local onde o prédio desabou, Andrea Barbosa de Sousa disse à Agência Brasil que o edifício era residencial e estava ocupado.

“Só escutei um barulho muito grande. Foi tipo uma explosão. Eu saí correndo quando vi a nuvem de poeira chegando até aqui, na loja. Saí na calçada e não vi quase nada, só algumas pessoas correndo em meio à nuvem de poeira”. afirmou a comerciante ao retornar para fechar a loja que havia abandonado e deixado aberta. “Os bombeiros estão interditando a rua, pedindo para os vizinhos saírem de casa e atendendo a algumas pessoas”, acrescentou Andrea.

Recepcionista de uma pet shop que funciona na mesma calçada do Edifício Andréa, Sávio Matheus Ferreira de Castro Pinto afirmou que a queda do prédio foi precedida por um barulho que aumentou gradativa e rapidamente, até culminar com um som semelhante ao de uma explosão. “Achamos que se tratava de uma batida de carro. Só que o barulho foi aumentando e aí veio a nuvem de poeira. Fechamos as portas e ficamos dentro da loja porque demoramos a entender o que tinha acontecido. Não dava para ver nada, só alguns destroços espalhados pela rua. Quando saímos na calçada já tinha muita gente chorando. Um desespero”, relatou o recepcionista à Agência Brasil. De acordo com ele, “muita gente” morava no condomínio. “O próprio dono da pet shop conhecia um morador”, acrescentou o recepcionista, relatando que o edifício “parecia muito velho, a ponto de parecer estar abandonado”.

O publicitário Higor Veras, de 26 anos, trabalha próximo ao prédio que desabou e conta que os imóveis da região precisaram ser evacuados devido a um vazamento de gás no local da tragédia. "Foi horrível. A gente pensou que fosse o nosso prédio, porque tremeu muito. Durou uns dez segundos. A gente começou a ver a poeira, a gritaria e a gente percebeu que era outro prédio. Foi aquela correria, mas não tinha muito o que fazer", conta.

Prédio que desabou em Fortaleza em imagem de 2017 (Google Street View)
Brasil
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