Mulher é acusada de desviar R$ 12 milhões de instituições católicas; entenda o caso

Brígida Rachid José Pedro vai responder pelos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro

Victoria Rodrigues
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Uma mulher identificada como Brígida Rachid José Pedro foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) após ser suspeita de desviar R$ 12 milhões de quatro entidades católicas. Com o início das investigações sobre o caso, a suposta golpista foi afastada do cargo de administradora e aguarda para responder pelos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

Entre as instituições católicas que foram alvo do golpe, estão:

  • Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz;
  • Patrimônio da Caridade da Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz;
  • Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte;
  • Caixa de Caridade da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte.

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Como foi realizado o desvio de dinheiro?

Para realizar a lavagem de dinheiro nas entidades católicas, Brígida Rachid contratou a empresa Support Serviços Empresariais para a prestação de serviços e gestão imobiliária das instituições religiosas. Mas, na verdade, a empresa foi criada por ela mesma 16 dias antes dela ser contratada para ser administradora pelas irmandades, logo ela surgiu para ser uma “organização de fachada”.

A farsa do golpe nas entidades religiosas foi descoberta quando o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) não identificou nenhum funcionário empregado pela Support nos registros oficiais da empresa. Além disso, algo de estranho estava errado nas contas anuais, haja vista que a organização movimentava milhões de reais todos os anos, mas contava somente com R$ 2 mil de capital social.

“Assim, desde sua criação e até pelo menos o ano de 2024, a Support foi uma empresa de fachada, desprovida de capacidade operacional, criada exclusivamente para permitir a transferência ilícita de recursos das irmandades para o patrimônio da denunciada, ocultando a origem ilícita dos valores”, disse a denúncia.

Enquanto estão sendo realizadas as investigações, a acusada está proibida de acessar às sedes, os documentos, as contas bancárias ou qualquer estrutura ligada às instituições católicas das quais foram desviadas quantias de dinheiro. A decisão foi tomada pelo Juízo da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, que determinou o afastamento da mulher da gestão das irmandades.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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