Crianças desaparecidas no Maranhão teriam sido vistas em São Paulo

Irmãos Ágatha e Allan, de 6 e 4 anos, teriam sido avistados em hotel na capital paulista, no fim da tarde de sábado (24)

O Liberal
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A Polícia Civil de São Paulo apura uma denúncia de que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão, teriam sido vistos na noite de sábado (24), em um hotel no bairro da República, no centro da capital paulista.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a Polícia Civil investiga a denúncia. Os irmãos, cujas idades são 6 e 4 anos, teriam sido avistados no fim da tarde de sábado no estabelecimento hoteleiro.

A Polícia Civil do Maranhão já foi notificada sobre a denúncia. De acordo com a SSP-SP, "diligências estão em andamento para o esclarecimento dos fatos" por parte das autoridades paulistas.

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Buscas no Maranhão tiveram força-tarefa reduzida

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou em coletiva de imprensa na última quinta-feira (22) que as buscas pelos irmãos continuariam. No entanto, a força-tarefa seria menor, com foco maior na investigação policial.

Representantes dos órgãos envolvidos na operação reforçaram que os trabalhos não seriam suspensos. As ações, contudo, seriam mais direcionadas a partir de indícios investigativos.

Desde o desaparecimento das crianças, em 4 de janeiro, socorristas realizavam buscas diárias. A operação mobilizou a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e voluntários locais do Maranhão.

Militares da Marinha e do Exército Brasileiro também reforçaram os trabalhos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão, mais de mil homens percorreram a mata fechada em busca dos irmãos.

As crianças moravam no povoado de São Sebastião dos Pretos, uma área quilombola vizinha à mata onde as buscas se concentraram.

A Marinha do Brasil afirmou não haver vestígios de que as crianças tenham caído na parte do rio que corta a comunidade. O capitão dos Portos do Maranhão, Augusto Simões, explicou que a busca fluvial e subaquática esgotou essa possibilidade, considerada a mais provável inicialmente.

Ele ressaltou que, caso surja "qualquer fato novo, qualquer evidência que seja consistente", a Marinha estará pronta para atuar novamente.

Relembre o desaparecimento em Bacabal

O caso teve início em 4 de janeiro, quando os irmãos Ágatha (6) e Allan (4) saíram de casa com o primo Anderson Kauã (8). Eles estavam no povoado quilombola de São Sebastião dos Pretos e não retornaram.

Familiares das crianças registraram o desaparecimento na mesma noite, comunicando as autoridades locais.

A última vez em que foram vistos foi às 16h do dia do desaparecimento, próximo a uma área de mata. Este local serviu como ponto de partida para as buscas, iniciadas no dia seguinte, conforme o Corpo de Bombeiros.

O primo, Anderson Kauã, foi encontrado e levado a um hospital em 7 de janeiro. Ele estava desidratado e desorientado, mas consciente, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública à época.

Na última semana, Anderson Kauã recebeu alta hospitalar. Ele será reintegrado à comunidade e está auxiliando as autoridades maranhenses com informações relevantes para a investigação.

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