CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Argentina é presa após gesto racista contra funcionários de bar no Rio de Janeiro

Em janeiro deste ano, a jovem foi filmada fazendo gestos de macaco contra alguns homens no Brasil

Victoria Rodrigues
fonte

Após a repercussão de seus gestos racistas nas redes sociais, a influenciadora e turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa nesta sexta-feira (6) após praticar atos de racismo contra quatro funcionários em um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro (RJ). A influencer digital foi encontrada por policiais civis na cidade de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do estado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a influenciadora Agostina Páez teria se referido de forma pejorativa, no dia 14 de janeiro, a um funcionário do bar chamando-o de “negro”. Ao deixar o local, a jovem também chegou a utilizar a palavra “mono” (que em espanhol significa “macaco”), além de ter imitado os gestos do animal enquanto estava de pé na rua.

VEJA MAIS

image VÍDEO: Argentina alvo de prisão por injúria racial diz que está 'morrendo de medo' após decisão
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina Páez teria se referido de forma pejorativa e imitado macacos a um funcionário

image Turista argentina tem passaporte apreendido após ofensas racistas contra funcionário de bar no RJ
A agressão ocorreu na última quarta-feira (14), e as medidas contra a turista foram determinadas neste sábado (17)

Prisão de Agostina Páez

Após a denúncia, o primeiro passo da justiça brasileira foi impedir a turista de deixar o país e determinar o uso de tornozeleira eletrônica, o que mais tarde acabou resultando na prisão da jovem depois do Ministério Público do Rio de Janeiro enviar denúncia ao Poder Judiciário do Rio. De acordo com a argentina em seu depoimento, os gestos que ela fez teriam sido "apenas brincadeiras" dirigidas às amigas que estavam presentes.

O Ministério Público rejeitou completamente a versão dada por Agostina, visto que as colegas que estavam ao lado dela repudiaram a situação, pedindo, inclusive, para ela parar com o ato de racismo. Antes de ser oficialmente detida pelos policiais, Agostina disse ainda que estava à disposição da justiça para esclarecer os fatos e pediu para que outros vídeos sejam levados em consideração.

Em um reels publicado pela própria estrangeira em seu perfil nas mídias sociais nesta quinta-feira (5), Agostina revelou que estava desesperada com a repercussão do caso e que temia o que poderia acontecer após a decretação da prisão preventiva. “Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo seja conhecida”, disse a influenciadora antes de ser presa nesta sexta-feira (6).

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Brasil
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM BRASIL

MAIS LIDAS EM BRASIL