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Belém registra 11% de aumento em produtos da cesta básica

Pesquisa Nacional mostra aumento em itens da cesta básica em todas as capitais em 2021. Maior alta foi em Curitiba (16,3%) e a menor, em Brasília (5,03%).

O Liberal

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, de responsabilidade do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que o valor da cesta básica aumentou em 2021 nas 17 capitais consultadas. Belém (11%) se insere entre as cidades com as altas mais expressivas, na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês do ano de 2020.

Na lista das capitais com os alimentos mais caros estão, por ordem, Curitiba (16,3%), Natal (15,42%), Recife (13,42%), Florianópolis (12,02%), Campo Grande (11,26%) e Belém (11%). Ainda, conforme o Dieese, as menores taxas acumuladas foram as de Brasília (5,03%), Aracaju (5,49%) e Goiânia (5,93%).

Especificamente sobre os preços praticados na capital paraense, a Pesquisa do Departamento Intersindical mostra que, em Dezembro/2021, o custo da Cesta Básica dos paraenses foi de R$ 556,87, comprometendo quase 55% do Salário Mínimo, de R$ 1.100,00, valor que vigorou até 31 do mês passado.

CAFÉ, AÇÚCAR E TOMATE SÃO OS VILÕES DA VEZ

O levantamento do Dieese mostra, que em Dezembro de 2021, a maioria dos produtos que a compõem a Cesta Básica dos paraenses apresentaram aumentos de preços, com destaque para o café com alta de 11,09%, seguido do açúcar (9,86%); tomate (4,09%).

A lista dos ''vilões'' que puxaram pra cima o preço da cesta básica segue com o óleo de soja (cozinha) com alta de 3,92%; banana ( 0,71%); carne bovina (0,52%); pão (0,43%), e a manteiga (0,15%).

Já entre os produtos com recuos de preços, em dezembro do ano passado, figuram o feijão (2,81%), arroz (1,97%), leite (1,59%). 

CUSTO DOS ALIMENTOS PARA UMA FAMÍLIA DE QUATRO PESSOAS

Na avaliação do Dieese, uma família padrão, composta de dois adultos e duas crianças, tem um custo de R$ 1.670,61, somente com a cesta básica. O que mostra, calcula o Dieese, que seriam necessários cerca de 1,51 salários mínimos - isso com base no valor do salário mínimo de R$ 1.100,00 - para se garantir as necessidades mínimas para a família, em questão.

A pesquisa mostra ainda que para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 54,73% do Salário Mínimo de R$ 1.100,00, e teve que trabalhar 111 horas e 22 minutos das 220 horas previstas em Lei.

O CUSTO DA ALIMENTAÇÃO BÁSICA DOS PARAENSES

De acordo com o Dieese, de janeiro a dezembro de 2021, o reajuste acumulado no preço dos alimentos foi de 11,18%. As pesquisas mostram ainda que, com base no maior custo apurado para a Cesta Básica Nacional e levando em consideração o preceito constitucional, que estabelece que o Salário Mínimo deva ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo suas necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Salário Mínimo deveria ter sido de R$ 5.800,98.

Este valor de R$ 5.800,98, é cerca de 5,27 vezes maior que o salário mínimo de R$ 1.100,00, que vigorou até 31 de dezembro ano ano passado.

Belém
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