UPAs do Jurunas e da Terra Firme oferecem vacinação contra gripe e outras doenças nesta terça (9/6)
O objetivo da ação, que ocorrerá em pleno Dia Mundial da Imunização, é convidar pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde das unidades e comunidades a manter a caderneta de vacinação em dia
Em alusão ao Dia Mundial da Imunização, celebrado nesta terça-feira (9), Belém realizará uma ação de vacinação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros do Jurunas e Terra Firme, das 9h às 11h30. Com o tema “Vacinar é um ato de amor e responsabilidade”, a estratégia ofertará vacinas contra hepatite B, influenza (gripe), tríplice viral, tétano e difteria.
A iniciativa tem como objetivo incentivar pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e moradores das comunidades a manterem a caderneta de vacinação atualizada. Para receber as doses, é necessário apresentar documento com foto e cartão de vacinação.
A rede municipal também disponibiliza vacinas de rotina contra diversas doenças, entre elas BCG, hepatites A e B, poliomielite, febre amarela, HPV, dengue, covid-19, sarampo, caxumba, rubéola e meningites.
Apesar da importância da imunização, a cobertura vacinal contra a influenza ainda está abaixo da meta na capital paraense. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, dos 320.377 integrantes dos grupos prioritários previstos para vacinação, apenas 125.778 receberam a dose até o momento, o que representa uma cobertura de 39,26%.
Entre os grupos prioritários, foram vacinados 86.160 idosos, alcançando cobertura de 37,59%; 7.486 gestantes, com cobertura de 70,53%; e 32.132 crianças, o equivalente a 39,88% do público-alvo.
A infectologista Rita Medeiros destacou a importância da vacinação para a proteção individual e coletiva. Segundo ela, a imunização ajuda a reduzir a circulação de agentes causadores de doenças e protege especialmente os grupos mais vulneráveis. “As vacinas impedem que muitos vírus e bactérias circulem, evitando assim complicações e mortes por doenças infecciosas imunopreviníveis, especialmente entre os mais vulneráveis”, afirmou.
A especialista também explicou as diferenças entre a influenza e o resfriado comum. De acordo com ela, a influenza é uma doença respiratória que, em geral, “causa sintomas sistêmicos”, como febre alta de início súbito, dor de cabeça e dores no corpo mais intensas. Já o resfriado comum pode começar com uma sensação de moleza, febre mais baixa e sintomas respiratórios mais leves.
“Mas, em muitos casos, fica difícil determinar o vírus causador do quadro respiratório e, em situações especiais, faz-se necessário um teste laboratorial para confirmação de gripe, covid e outras viroses”, explicou.
Rita Medeiros ressaltou ainda que mesmo quem recebeu a vacina contra a influenza no ano passado deve procurar a imunização novamente, principalmente os integrantes dos grupos prioritários. Segundo ela, as vacinas contra a gripe e a covid-19 funcionam bem quando aplicadas como dose anual de reforço.
“Primeiro porque os vírus mudam com o tempo, uma vez que sofrem mutações, e, consequentemente, essa contínua evolução viral implica em readequação da composição vacinal todos os anos. Segundo, no que diz respeito aos idosos, eles sofrem com o envelhecimento do sistema imunológico, fazendo com que a proteção conferida pela vacina seja perdida em geral após 6 meses”, esclareceu.
A infectologista também destacou a eficácia da vacina contra a gripe na prevenção de casos graves da doença. “A vacina contra a gripe aplicada no Brasil é de vírus morto, que contém pedaços (proteínas) de três vírus Influenza: dois vírus A (H1N1 e H3N2) e um vírus B. Essa vacina induz uma proteção contra formas graves da doença, reduzindo consideravelmente o risco de hospitalizações e mortes por gripe a cada ano. Vale ressaltar que, por ser de vírus morto, a vacina não causa gripe”, acrescentou.
Segundo Rita, a vacina contra a gripe é contraindicada apenas para menores de seis meses de idade e para pessoas com histórico de alergia grave ao ovo, já que o imunizante utilizado no Brasil é produzido a partir desse ingrediente.
Sobre o cenário epidemiológico em Belém, ela observou que a maior atividade da influenza na capital ocorreu entre fevereiro e abril deste ano. Para a infectologista, o período chuvoso favorece a transmissão de vírus respiratórios. “As estações frias, ou chuvosas, como é o nosso caso, promovem maior aglomeração e confinamento das pessoas, o que é condição importante para aumentar a transmissão de vírus respiratórios de uma pessoa a outra”, afirmou.
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