‘Terceira idade animal’: confira os cuidados necessários para tomar com cães e gatos idosos

Envelhecimento varia de acordo com porte, raça do pet e as condições em que ele vive

Fernando Assunção
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Da mesma forma que os humanos, os animais também chegam à fase idosa e precisam de cuidados específicos que acompanham a idade. Segundo Márcia Alves, médica veterinária que atua na rede privada e no Hospital Veterinária de Belém, cães e gatos são considerados idosos a partir, geralmente, dos nove anos, mas isso varia de acordo com o porte, a raça do pet e as condições em que ele vive.

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“É relativo. Cães de guarda, por exemplo, atingem a terceira idade mais cedo, já os cães de pequeno porte, que vivem mais dentro de casa, de luxo, demoram mais a apresentar os sinais da velhice. Mas a gente já considera um cão idoso, entre 9 e 11 anos. E o mesmo se aplica para gatos”, afirma a profissional. “Mas é possível dizer que a qualidade de vida do animal melhorou ao longo do tempo. Hoje em dia não tem mais a figura do cão como guardião da casa, que vive no fundo do quintal e é submetido a estresse. Atualmente, o pet é considerado parte da família, ele come da nossa comida, o próprio tutor oferece essas condições. Tratamento que pode retardar o envelhecimento, no animal, mas, em todo o caso, o acompanhamento de um profissional veterinário é fundamental, para identificar os sinais e orientar quanto aos cuidados necessários”, explica.

A chegada da “terceira idade animal” requer também uma mudança de hábitos nos cuidados. “Animal idoso muda todo um contexto. A gente tem que criar um clima favorável para que ele não sinta nenhum tipo de incômodo. Muita atenção na alimentação, pois perder os dentinhos é uma possibilidade. Nesses casos, é deixar a ração molhadinha, pastosa, fazer o possível para que ele consiga se alimentar de forma que absorva os nutrientes necessários. Na questão do banho, isso também varia de acordo com a raça, algumas necessitam de um banho mais seco, por exemplo. Condições as quais o tutor precisa se adaptar. Por isso, a importância da visita regular ao veterinário para fazer as orientações necessárias”, completa.

A piloto de navio Ana Beatriz Pinto, tutora de um cachorro da raça pug, de 12 anos, chamado Doog, precisou garantir que a organização da casa e dos móveis permanecesse inalterada. Isso porque o cãozinho começou a apresentar problemas na visão relacionados à idade. “A gente procura deixar a casa da forma que ele está habituado para evitar que ele se perca ou tropece. Mas a cegueira foi só um dos problemas que ele desenvolveu. Também tem dificuldades na locomoção, então não sobe escadas, precisa que carreguemos no colo, os passeios são mais curtos, enfim”, conta.

Elizabeth Pires é bióloga e coordenadora do projeto Peludinhos, que acolhe animais covardemente abandonados na Universidade Federal do Pará (UFPA). Hoje, a iniciativa atende mais de 200 cães e gatos, na sua maioria, adultos maduros, indo para a fase da velhice. O projeto ainda dispõe, na sua sede, de uma área destinada só para pets idosos.

“Nessa idade, esses animais precisam de uma assistência mais especializada, porque muitos desenvolvem doenças crônicas, são cardíacos, epiléticos, uns que a própria idade conduz à cegueira, perdem os dentes. No projeto, eles são monitorados por veterinários e recebem as medicações de acordo com o problema que eles tiverem. Além disso, eles dispõem de uma baia só para os idosos, com condições diferenciadas, um lugar mais confortável e comida diferente”, afirma.

Ela conta, ainda, que os animais idosos são os que mais têm dificuldades de ser adotados e são os mais abandonados nos corredores das universidade. “ O projeto não é abrigo, a gente não aceita novo animais, esses animais são abandonadas na UFPA e nós cuidamos deles. No caso dos idosos, que são vulneráveis, a gente recolhe para tratar deles. E muitas vezes eles falecem de velhice sem ser adotados, mas existem exceções. É um ato de amor redobrado e uma responsabilidade assumida adotar um pet idoso”, conclui.

Belém
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